Nesta quinta-feira (30), o Giro do Boi destacou que o sucesso da pecuária intensiva na próxima estação seca depende, fundamentalmente, de um manejo sanitário impecável. Com a movimentação de animais para os confinamentos, a grande aposta do setor para garantir o desempenho biológico é a associação de moléculas de alta concentração.
Segundo o médico veterinário e consultor da Elanco, Octaviano Pereira Neto, um boi confinado representa um investimento alto em dieta. Por isso, o animal deve chegar às baias “limpo” de parasitas para que cada quilo de ração seja convertido em carcaça, e não desperdiçado no combate a doenças.
Confira:
A tecnologia das três moléculas: Ivermectina, Abamectina e Doramectina

A inovação tecnológica que está transformando a pecuária de corte é a união de endectocidas em um único medicamento. A Elanco, através da tecnologia Ezatect, propõe a sinergia das três principais moléculas do mercado para combater a resistência parasitária:
- Abamectina (1,2%): considerada a mais potente para o controle de verminoses gastrointestinais (limpeza interna).
- Ivermectina (2%): focada na alta potência contra parasitos externos, como carrapatos e moscas.
- Doramectina (1,1%): referência absoluta na prevenção e combate a larvas e bicheiras (miíases).
A associação dessas moléculas em concentrações elevadas garante uma eficácia superior a 95% no controle de carrapatos e 98% contra vermes internos, resultados que dificilmente seriam alcançados com aplicações isoladas.

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O impacto econômico e o custo do “boi sujo”

O controle sanitário é, antes de tudo, uma decisão financeira. Parasitas “roubam” silenciosamente a margem do produtor, custando à pecuária brasileira cerca de 60 bilhões de reais por ano.
Um animal infestado gasta energia vital tentando combater vermes e carrapatos. Em um sistema de confinamento, onde a dieta é cara, essa ineficiência atrasa o abate e encarece a arroba produzida.
No regime de pastagem durante a seca, onde a suplementação é restrita, o animal precisa estar saudável para aproveitar o máximo do capim seco e do suplemento proteico.
O veterinário alerta que a simplicidade na administração deve ser acompanhada de precisão. A dose deve ser sempre ajustada ao peso real (1 ml para cada 50 kg) para evitar a subdosagem, que é a principal causa de resistência.
Protocolos estratégicos e período de carência

A utilização de medicamentos de alta concentração exige planejamento, especialmente no que diz respeito ao ciclo de abate e à categoria animal. O protocolo apresenta um período de carência de 72 dias, o que se encaixa perfeitamente na janela de fechamento dos bois (geralmente entre 90 e 110 dias).
O uso de veículos tecnológicos (como o Tritect) garante baixa viscosidade e facilidade de aplicação, além de uma queda rápida dos níveis sanguíneos após o período de proteção, o que ajuda a retardar o aparecimento de parasitas resistentes.
Devido à alta concentração de abamectina, o uso não é recomendado para bezerros abaixo de 7 meses (antes da desmama), focando o produto na fase de recria e terminação.
Em 2026, com desafios climáticos como o El Niño, a pecuária não permite amadorismo sanitário. Como destacou Octaviano Pereira Neto, “limpeza é lucro”. Garantir que o rebanho esteja impecável antes da entrada na seca é o que separa as fazendas lucrativas daquelas que apenas “tratam o boi” sem obter o retorno em peso.
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