‘O que é bom para um é bom pro outro’, diz pecuarista goiano sobre cadeia da carne

Foto: Divulgação.

Nesta quinta-feira (30), o Giro do Boi destacou a maturidade da pecuária em Goiás, estado que se consolidou como o terceiro maior produtor de proteína vermelha do país. Em entrevista na unidade da Friboi em Goiânia, o pecuarista Adilon Neto, titular da Fazenda Baixa Verde e membro da Associação Grupo do Boi (AGB), reforçou que o sucesso do setor depende da harmonia entre todos os elos da cadeia.

A frase que dá título à reportagem resume a nova mentalidade do campo: a parceria transparente entre o produtor e a indústria é a única forma de garantir um produto de excelência para o consumidor final e rentabilidade para o negócio.

Confira:

Parceria e transparência: o fim do conflito

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Adilon Neto enfatiza que a evolução da pecuária goiana passou, obrigatoriamente, pelo fim da antiga “rixa” entre o pecuarista e o frigorífico. Hoje, a relação é baseada no conceito de “ganha-ganha”.

O pecuarista deixou de ser apenas um fornecedor para se tornar um parceiro estratégico. “Ao chegar na indústria hoje, o produtor se sente valorizado”, afirma Adilon. A consciência de que o sucesso da indústria depende da qualidade do gado no pasto — e vice-versa — criou um ambiente de confiança mútua. “Se o barco afundar, afunda todo mundo”, resumiu o empresário.

A profissionalização do setor em Goiás contou com figuras-chave que ajudaram a unir a lida do campo com as exigências do balcão, focando no que o mercado realmente deseja consumir.

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Estratégia produtiva: o papel do DDG e da TIP

Na Fazenda Baixa Verde, a eficiência é buscada através da engorda intensiva e do uso inteligente de coprodutos, permitindo que o pecuarista produza uma arroba mais barata e competitiva.

  • Ouro da Pecuária (DDG): há cinco anos, o grupo utiliza o DDG (grão de destilaria). Adilon destaca a praticidade operacional, pois o insumo dispensa o uso de moinhos, reduzindo custos com maquinário e energia.
  • Terminação Intensiva a Pasto (TIP): o sistema é utilizado para garantir ganho de peso constante com custo menor, mantendo o animal em seu ambiente natural.
  • Confinamento estratégico: reservado para o pico da seca, garantindo que o fornecimento de carne para a indústria não sofra interrupções por falta de pastagem.

O poder da associação (AGB)

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A união de produtores através da Associação Grupo do Boi (AGB) é apontada como um dos motores da evolução em Morrinhos e região. Através de reuniões itinerantes nas fazendas, os associados trocam experiências e buscam uniformizar o produto final enviado ao frigorífico.

A associação fortalece o pecuarista tanto na compra de insumos (como o DDG) quanto na venda do gado, permitindo contratos de longo prazo e bônus por qualidade superior de carcaça.

A pecuária moderna não aceita mais a “lei de levar vantagem sobre o outro”. Para o pecuarista de alta performance, a filosofia de vida agora é a cooperação. Quando a indústria vai bem e o consumidor está satisfeito, o produtor colhe os frutos de um mercado estável e valorizado. É o profissionalismo transformando a carne brasileira em referência internacional.

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