Pardo-Suíço e Girolando: qual o potencial leiteiro desse cruzamento?

Exemplar de vaca Girolando em área de pasto. Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (16), o Giro do Boi trouxe uma consultoria técnica especializada para o produtor Yuri Brito, de Garanhuns (PE). O zootecnista e especialista em gado leiteiro, Guilherme Marquez, analisou o potencial produtivo do cruzamento entre touros Pardo-Suíço e matrizes Girolando.

Segundo Marquez, esse acasalamento une a rusticidade e o volume do Girolando com a longevidade e a qualidade de sólidos do Pardo-Suíço, criando um animal extremamente eficiente para as condições brasileiras.

Confira:

A equação do sucesso: genética + ambiente

Para responder “quantos litros uma vaca produz”, Guilherme Marquez recorre à regra fundamental da zootecnia: o resultado no balde (fenótipo) é a soma do potencial da fábrica (genética) com o combustível fornecido (ambiente).

  • Genética (Genótipo): se o touro Pardo-Suíço e a matriz Girolando vierem de linhagens provadas para leite, a bezerra terá o “teto” produtivo elevado.
  • Ambiente (o manejo): este é o papel do pecuarista. Inclui nutrição de qualidade, conforto térmico, água limpa e sanidade. Sem um ambiente favorável, a melhor genética não se expressa.

Estimativa de produção (litros/dia)

O volume de leite pode variar significativamente conforme o nível de investimento no sistema de produção:

  • Pastagem simples: produção estimada entre 10 a 15 litros. Foco em pastejo rotacionado com suplementação mineral e uma ração leve durante a ordenha.
  • Sistema intensificado: produção entre 20 a 25 litros. Exige genética superior, pasto adubado e uma dieta balanceada com energia e proteína.
  • Alta performance: produção acima de 30 litros. Animais mantidos em confinamento total ou semiconfinamento com dieta total (TMR).

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O diferencial do cruzamento Pardo-Suíço x Girolando

Além do volume, esse cruzamento é estratégico para quem busca sustentabilidade e valorização do produto final. O Pardo-Suíço transmite altos teores de proteína e gordura, o que aumenta o rendimento industrial e o preço pago pelo laticínio.

Além disso, são animais com patas e cascos muito fortes, garantindo que a vaca dure mais lactações na fazenda sem problemas de locomoção. O sangue Girolando garante a resistência necessária para enfrentar o calor e os carrapatos, comum em regiões como o Agreste Pernambucano.

Se os pais forem provados para leite e você caprichar na “comida”, espere facilmente um animal que supere os 20 litros de média. Lembre-se que a genética define o limite máximo, mas quem decide quanto a vaca vai produzir no dia a dia é o manejo do cocho e o conforto oferecido ao rebanho.

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