‘O segredo da pecuária a pasto está em fazer o básico bem feito’, Janaína Martuscello

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O Giro do Boi desta sexta-feira (8) recebeu a Profª Dra. Janaína Martuscello, uma das maiores autoridades em forragicultura do Brasil, para o lançamento de seu novo livro: “No Pasto é Mais Barato”. A obra encerra uma trilogia que se tornou referência para a pecuária nacional, defendendo que a rentabilidade máxima não depende de fórmulas mágicas, mas sim da excelência na execução dos fundamentos.

Segundo a professora, o sucesso da intensificação está em “fazer o básico extraordinariamente bem feito”, transformando o manejo de altura e o ajuste de carga nos pilares de uma arroba barata e competitiva.

Confira:

A trilogia da pecuária lucrativa

O novo lançamento completa um ciclo de conhecimento técnico que guia o produtor desde a mudança de mentalidade até a alta performance financeira:

  • “Seu Dinheiro é Capim”: ensina o produtor a enxergar a forragem como o verdadeiro ativo financeiro da fazenda.
  • “Seu Pasto é Lavoura”: aplica o rigor técnico da agricultura (correção de solo e plantio) na formação das pastagens.
  • “No Pasto é Mais Barato”: o degrau final, focado em intensificação, adubação estratégica, métricas de desempenho e gestão de dados zootécnicos.

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O conceito de intensificação: gestão sobre insumos

Para Janaína Martuscello, intensificar a pecuária não é sinônimo de gastos elevados, mas de melhoria nos processos de manejo. Ajustar o pasto pela altura de entrada e saída, em vez de dias fixos no calendário, pode elevar a produtividade em até 20% sem investimento em insumos.

A intensificação pode ser o salto de 1.0 para 1.2 UA (Unidade Animal) por hectare. O segredo é respeitar o potencial único de cada fazenda. Antes de tecnologias complexas, o lucro real vem da divisão de piquetes, do fornecimento de água de qualidade e do uso correto de calcário.

A escolha do capim e o manejo da proteína

A professora ressalta que o erro na pecuária raramente é da planta, mas sim da escolha ou do manejo do produtor. Cultivares de alto desempenho (como Mombaça ou Miyagi) exigem “rédea curta”. Se o produtor não tem capacidade de manejo intensivo, deve optar por gramíneas mais “dóceis”, como as Braquiárias.

O teor de proteína não é uma característica fixa da semente: é o manejo correto que determina se a planta entregará seu máximo valor nutricional ou se tornará apenas fibra de baixa qualidade.

O cenário para 2040 e a sobrevivência no campo

A intensificação é apresentada como um caminho sem volta para a sobrevivência das famílias na atividade. Estima-se que, em 2040, metade dos pecuaristas atuais terá deixado a atividade.

A terra ficará nas mãos de quem for mais eficiente. Adotar métricas profissionais é a única forma de garantir que a fazenda continue rentável para as próximas gerações.

A recomendação de Janaína Martuscello para o pecuarista que deseja evoluir é clara: comece ajustando o manejo e a carga animal. Somente após dominar o básico é que se deve subir para os degraus da adubação pesada e da irrigação. A gestão baseada em evidências é o que separa o fazendeiro do empresário rural de sucesso.

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