Intensificação da produção entrega boi precoce para carne tipo exportação em Goiás

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O Giro do Boi destacou nesta sexta-feira (8) a pujança da pecuária em Goiás, estado que detém o terceiro maior rebanho nacional e se consolidou como um polo de confinamento com mais de 1,5 milhão de cabeças.

Em visita à unidade da Friboi em Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia, o gerente de originação Uglênio Nogueira, conversou com o apresentador Mauro Sérgio Ortega.

Ele explicou que a intensificação da produção — através de sistemas como a TIP e o confinamento — é o que permite ao estado entregar animais extremamente precoces, atendendo aos rigorosos protocolos de carne tipo exportação e mercados premium globais.

Confira:

Precocidade e genética: a “guinada violenta” de Goiás

A pecuária goiana passou por um salto tecnológico sem precedentes nos últimos sete anos, mudando o perfil do animal que chega à indústria. O que antes era exceção tornou-se rotina: animais de 14 a 16 meses atingindo médias de 21 a 22 arrobas.

A exigência de mercados como o chinês (animais de até 4 dentes) e o europeu direcionou os investimentos para uma genética superior e nutrição de precisão. A unidade é habilitada para marcas de nicho, como 1953 e Friboi Black, que bonificam o produtor que investe em acabamento de gordura e padrão racial elevado.

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Sistemas de engorda e eficiência na entressafra

Com o início da entressafra em Goiás, a estratégia nutricional define a rentabilidade do produtor. A planta de Senador Canedo observa uma diversificação nos sistemas de terminação:

  • TIP (Terminação Intensiva a Pasto): ganha espaço diariamente nos abates por oferecer uma arroba mais barata e eficiente.
  • RIP (Recria Intensiva a Pasto): ferramenta estratégica usada pelos pecuaristas goianos para preparar a estrutura do animal que entrará no cocho nos próximos meses.
  • Confinamento estratégico: garante o fluxo constante de gado pesado e bem acabado para suprir a demanda internacional, mesmo nos meses de seca.

Transparência no abate

A parceria entre a indústria e o pecuarista de Goiás é reforçada pelo convite para o acompanhamento presencial do processamento dos lotes. No gancho, sem o couro, o produtor identifica falhas de vacinação ou hematomas de transporte que prejudicam o rendimento.

O acompanhamento permite ao produtor avaliar se o nível de gordura está adequado ou se houve desperdício de energia na dieta, ajustando o próximo ciclo produtivo.

O sucesso da pecuária em Goiás em 2026 é fruto de um produtor que entende a indústria como uma “montadora inversa”, onde a qualidade do trabalho feito na fazenda é revelada na maestria da desossa. “O otimismo para 2026 é superior em qualidade e volume”, reforça Nogueira, destacando que a gestão baseada em dados e a intensificação sustentável são os caminhos definitivos para a soberania do boi goiano.

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