‘O Vale do Araguaia é uma grande indústria de boi gordo’, diz executivo da Friboi em Goiás

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O Giro do Boi realizou uma edição especial direto dos currais da Friboi em Mozarlândia (GO), a maior unidade frigorífica do Brasil. Com um abate diário superior a 2.600 cabeças, a planta tornou-se o termômetro da excelência da pecuária goiana.

O diretor industrial, Lessandro Caprini enfatizou a maturidade do setor na região: “O Vale do Araguaia é uma grande indústria de engorda de boi. Não são apenas pecuaristas ou fazendeiros: é uma produção profissionalizada”. Essa visão reforça a transformação do norte de Goiás em um polo de alta tecnologia, onde o “boi virou lavoura” e a padronização é a regra de segunda a sábado.

Confira:

A supremacia do padrão “tanque de guerra”

O que se vê nos currais de Mozarlândia hoje são animais que os técnicos apelidaram de “contêineres de carne” ou “tanques de guerra do alimento”. A evolução em relação às décadas passadas é drástica e define a nova economia do Vale do Araguaia.

O pecuarista José Francisco Sena exemplificou o salto produtivo: “Há 25 anos, eu produzia animal de 3 a 4 anos com 17 arrobas. Hoje, o meu refugo é animal de 24 meses com 22 arrobas, no mínimo”.

O diferencial da unidade não é apenas o abate massivo (5.200 carcaças diárias), mas a manutenção de uma “régua alta” de acabamento de gordura, peso e coloração em todos os lotes. Segundo Caprini, a genética empregada no Vale facilita o trabalho industrial e garante que o cliente internacional receba um produto idêntico em todas as caixas.

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Bem-estar animal e a “verdade no gancho”

A eficiência industrial de Mozarlândia está diretamente ligada ao manejo racional praticado nas fazendas do Vale do Araguaia.

A indústria destaca a ausência quase total de hematomas nas carcaças. Isso é reflexo de animais calmos e bem manejados, o que resulta em uma carne de coloração impecável.

O frigorífico é visto como a “extensão da fazenda”. Periodicamente, grupos de pecuaristas visitam a unidade para conferir o resultado de seus investimentos em nutrição e genética.

O programa fez um alerta sobre a importância de respeitar os prazos de carência de medicamentos (como o fluazuron), essencial para manter a habilitação de mercados exigentes.

O segredo do sucesso goiano: capricho e nutrição

Questionados sobre o segredo da precocidade e maciez do gado goiano, executivos de originação e produtores foram unânimes em apontar a gestão profissional.

A analogia com a agricultura é constante. Assim como o sojicultor, o pecuarista do Araguaia “planta” genética de sêmen avaliado e DEP positiva. O uso de silagem, coprodutos e pastagens bem manejadas garante que a boiada seja “baia” (homogênea) do começo ao fim da escala de abate.

A união de associações e a troca de experiências entre vizinhos aceleraram a adoção de tecnologias de ponta em toda a região.

O sucesso de Mozarlândia e do Vale do Araguaia é a prova de que a pecuária brasileira atingiu o nível de excelência das grandes indústrias globais. Ao unir genética provada, respeito ao bem-estar animal e nutrição de precisão, o pecuarista goiano não entrega apenas bois ao frigorífico; ele entrega “alimento nobre” com previsibilidade e qualidade constantes.

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