Risco de geada no Sul e seca no Norte marcam início de maio na pecuária

Foto: Reprodução.

Nesta sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalho, o clima não dá trégua e exige “suor e estratégia” de quem vive do campo. Iniciamos o mês com o Brasil dividido: enquanto o Nordeste ainda aproveita o fôlego das águas, o Sul precisa “tirar o casaco” para proteger o rebanho do gelo e o Norte começa a lidar com o fechamento definitivo das torneiras do céu.

Para os pecuaristas da região de Juazeiro do Norte (CE), no interior do Ceará, o clima segue favorável, sendo uma “ilha de umidade” em meio ao avanço da seca em outras regiões.

O final de semana será chuvoso, seguido por uma semana de tempo firme. Nova rodada de chuvas prevista para a semana do dia 11 de maio. O acumulado de 30 a 40 milímetros no período será essencial para manter o vigor das gramíneas e o nível dos reservatórios.

As máximas chegam a 30°C e as mínimas serão de 20°C, sem grandes amplitudes que causem estresse ao gado.

Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:

Alerta crítico: geada e calor extremo

O Brasil vive um contraste térmico acentuado nos próximos 7 dias, exigindo manejos opostos:

  • Serra gaúcha e catarinense: atenção total! O frio polar predomina e há risco real de geada. Proteja lotes sensíveis (bezerros e vacas de leite) e monitore a saúde respiratória. O vento frio associado à geada pode queimar as pastagens naturais.
  • Mato Grosso do Sul e Matopiba: o cenário é de “forno”. O calor predomina com máximas entre 34°C e 36°C. A baixa umidade do ar acelera a dessecação do capim, que perde proteína rapidamente.

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Corte de chuva: Norte e Rondônia

A “chave da seca” começou a virar definitivamente para os produtores da fronteira agrícola. Em Rondônia e centro-sul do Pará, a chuva diminui drasticamente. O volume previsto não ultrapassa os 20 milímetros.

É hora de acelerar o planejamento da suplementação nitrogenada (sal com ureia ou proteinado de seca). Sem chuva, o capim “estoira” e vira apenas fibra; o boi precisa de proteína no cocho para digerir essa massa seca.

Orientação ao produtor

  1. Manejo hídrico no MS e Norte: com máximas de 36°C e poeira alta, a limpeza dos bebedouros é vital. Água limpa e fresca estimula o consumo de suplemento, mantendo o escore corporal.
  2. Proteção no Sul: a geada “queima” a folha do capim, reduzindo sua qualidade nutricional. Se as pastagens de inverno ainda não estão prontas, reforce o trato no cocho para evitar o emagrecimento repentino.
  3. Planejamento no CE: aproveite a umidade de Juazeiro do Norte para realizar as últimas adubações de cobertura antes que o tempo firme definitivamente no final do mês.

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