O Giro do Boi desta segunda-feira (27) trouxe orientações estratégicas para o pecuarista Avair Andrade, de Arraias (TO). O zootecnista Luis Kodel respondeu à dúvida sobre como suplementar corretamente um lote de bezerro com média de 210 kg. Segundo Kodel, como esses animais acabaram de sair do desmame, eles atravessam a fase de maior exigência para crescimento ósseo e muscular.
Por isso, o teor de proteína no cocho é o “pulo do gato” para garantir que o animal não estacione no desenvolvimento e se torne um precocão no futuro.
Confira:
A estratégia de proteína por estação
O especialista alerta que o teor de proteína deve ser ajustado conforme a qualidade da forragem disponível. Em Arraias, com a transição para a seca, a carência proteica do pasto torna-se severa, exigindo suplementos mais concentrados.
- Nas águas (pasto verde): como o capim ainda oferece algum nutriente, o suplemento atua no equilíbrio. Recomenda-se um proteinado de baixo consumo (0,1% do PV) com 25% a 30% de proteína ou um proteico energético (0,3% do PV) com 20% a 22% de proteína.
- Na seca (pasto seco/fibroso): sem proteína no cocho, o bezerro não consegue sequer digerir o capim seco. Aqui, a concentração deve subir: o proteinado de baixo consumo deve ter entre 45% e 50% de proteína, enquanto o proteico energético deve girar em torno de 30%.
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Relação consumo x concentração
Luis Kodel explica uma regra fundamental: quanto menor a quantidade que o bezerro consome do produto no cocho, mais concentrada em proteína a mistura precisa ser para atingir a exigência biológica do animal.
- Baixo consumo (0,1% do PV): o foco é manter a saúde ruminal e o crescimento constante com uma dose pequena, mas potente em nitrogênio.
- Médio consumo (0,3% do PV): indicado para quem busca acelerar o Ganho Médio Diário (GMD), fornecendo energia e proteína para um desenvolvimento acelerado.
A fase pós-desmama é a “Fase de Ouro” do bezerro. Cada real investido em proteína agora retorna em quilos de carcaça e precocidade sexual lá na frente. Não economize no nutriente básico nesta etapa; se faltar proteína, o animal “encurva”, perde estrutura e o prejuízo pelo atraso no ciclo será inevitável.
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