Tempestades com raios colocam o Pará em alerta; Bahia registra avanço de umidade

Atenção, pecuarista: temporais com raios intensos avançam sobre áreas agropecuárias. Saiba onde

A previsão do tempo desta semana exige resiliência. O Brasil vive uma dualidade climática: o “inverno amazônico” no Norte com seus raios perigosos e o bloqueio atmosférico no Centro-Sul que testa a paciência do pecuarista com calor e poeira. A boa notícia é que a mudança já tem data marcada no calendário.

Em Capim Grosso (BA), no sertão baiano, a palavra de ordem é conservação. Os próximos 10 dias seguem quentes (30°C a 32°C). O alívio térmico real só chega na segunda semana de maio.

A umidade vinda do Atlântico deve trazer chuvas esporádicas. Não espere grandes volumes — a estimativa é de 30 a 40 milímetros para o mês todo. Como o volume é baixo, não se iluda com o “verdejante” passageiro. Ajuste a taxa de lotação agora para não degradar a base do pasto antes da seca definitiva.

Confira a previsão do tempo completa com o meteorologista Arthur Müller:

Alerta de risco: estado do Pará

O “inverno amazônico” atinge seu estágio mais perigoso nesta reta final de abril. Quinta (23), sexta (24) e sábado (25) serão dias de alerta máximo. O risco de descargas elétricas é altíssimo.

Evite manejar gado em áreas abertas ou mangueiros metálicos durante as chuvas. O arame farpado das cercas pode conduzir raios por quilômetros, vitimando lotes inteiros. A umidade elevada com máximas de 30°C gera uma sensação térmica de desconforto. Monitore a respiração de animais em sistemas intensivos.

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Bloqueio quente e a virada do mês

O Sudeste, Centro-Oeste e o Matopiba enfrentam um “sol de rachar”, mas a frente fria da virada do mês promete ser o divisor de águas. Até 27 de abril, a previsão é de tempo firme, umidade baixa e risco crítico de incêndios. Mantenha os aceiros limpos!

Entre os dias 28 de abril e 02 de maio, o bloqueio será rompido por uma frente fria expressiva. Esperam-se acumulados superiores a 50 milímetros em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Será o “último suspiro” de umidade para o capim antes da entrada oficial do inverno seco.

Orientação ao produtor

  1. Suplementação na Bahia: chuvas de 40 mm apenas “pintam” o pasto, mas não resolvem o déficit hídrico. Mantenha a estratégia de suplementação proteica; o gado precisa de nitrogênio para aproveitar a fibra que ainda resta.
  2. Prevenção contra raios no Norte: se houver previsão de temporal, retire o gado de perto de cercas de divisa e de árvores isoladas no meio do pasto.
  3. Paciência no Centro-Sul: não tente plantar nada agora. Espere a chuva do dia 28 de abril. Esse volume será ideal para assentar a poeira e dar condições de plantio para forrageiras de inverno no PR e SP.

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