Frequentemente negligenciada devido à abundância de pasto verde, a suplementação no período chuvoso representa uma das maiores janelas de oportunidade para acelerar o ciclo de produção em 2026.
Segundo o doutor em zootecnia Iorrano Cidrini, especialista no conceito “Boi 777”, o pasto é apenas o ponto de partida; o suplemento atua como um “ajuste fino” que garante que o rúmen trabalhe em capacidade máxima, elevando o Ganho Médio Diário (GMD) e a lucratividade real da fazenda.
Confira:
Onde o investimento rende mais: categorias “ocultas”
Embora a suplementação nas águas seja fortemente associada à recria, Cidrini destaca que o dinheiro do produtor pode render muito mais ao olhar para outras frentes estratégicas:
- Vacas de cria: o sucesso da próxima estação de monta começa agora. Suplementar a vaca nas águas garante que ela ganhe escore corporal para parir bem e reemprenhar mais rápido, evitando que chegue magra à seca.
- Bezerros (creep-feeding): o uso de cochos seletivos garante um desmame mais pesado e utiliza o suplemento como veículo para aditivos que protegem os jovens contra doenças como a coccidiose (eimeriose).
- Terminação Intensiva a Pasto (TIP): nas águas, a suplementação de alto consumo acelera o acabamento de carcaça e a deposição de gordura, antecipando o abate e aumentando o giro de capital.
Acompanhe todas as atualizações do site do Giro do Boi! Clique aqui e siga o Giro do Boi pela plataforma Google News. Ela te avisa quando tiver um conteúdo novo no portal. Acesse lá e fique sempre atualizado sobre tudo que você precisa saber sobre pecuária de corte!
Plano de nutrição crescente: o fim do “efeito sanfona”
Um erro clássico apontado pelo especialista é acelerar o animal na seca e “relaxar” nas águas. Em 2026, a pecuária de precisão exige continuidade:
- Exigência elevada: animais que ganharam peso na seca possuem uma exigência nutricional maior. Cortar o suplemento nas águas faz o animal “travar”.
- Engorda final: manter o plano crescente garante que o animal chegue à fase final com 14 ou 15 arrobas, reduzindo o tempo no cocho de terminação — que é a etapa mais cara do sistema.
Proteinado vs. proteico energético: qual escolher?
A escolha do insumo deve ser pautada pela meta de ganho e pela logística de cada propriedade:
| Tipo de Suplemento | Consumo Estimado | Quando usar? |
| Proteinizado | ~1g / kg de Peso Vivo | Animais com bom histórico e pastos bem manejados. |
| Proteico Energético | 3g a 5g / kg de Peso Vivo | Quando a meta de ganho é alta ou para preparar o abate. |
| TIP (Ração) | > 15g / kg de Peso Vivo | Engorda intensiva para explosão de arrobas por hectare. |
A suplementação nas águas não entrega apenas proteína e energia. Ela é o veículo para aditivos ionóforos (como a monenzina) que melhoram a eficiência da fermentação ruminal e previnem diarreias comuns no período chuvoso, garantindo que o gado extraia o máximo de energia do capim verde.
News Giro do Boi no Zap!
Quer receber o que foi destaque no Giro do Boi direto no seu WhatsApp? Clique aqui e entre na comunidade News do Giro do Boi 2.


