Sul tem frio abaixo de 5°C; Norte enfrenta chuva de 150 milímetros

Foto: Divulgação.

A previsão do tempo desta terça-feira (12) apresenta um Brasil dividido por extremos meteorológicos que exigem estratégias de manejo distintas. Enquanto o Centro-Sul ainda sente o rigor da massa de ar polar, o extremo Norte lida com o excesso de umidade que coloca a logística em xeque.

O destaque do dia é a resiliência técnica: saber proteger o gado do gelo em Santa Catarina e, ao mesmo tempo, planejar o escoamento no Pará para evitar os transtornos dos atoleiros.

Na região de Paranaíba (MS), o cenário é de transição rápida. As madrugadas de terça e quarta-feira (13) ainda registram mínimas entre 10°C e 11°C.

Prepare o gado para o calor, pois até o final de semana, as máximas saltam para os 33°C a 34°C. Essa oscilação de mais de 20 graus é um convite para doenças respiratórias. Monitore os bezerros. Entre 18 e 20 de maio, uma janela de chuva de 20 a 30 milímetros deve aliviar a poeira e dar um fôlego final às pastagens.

Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:

Alerta de geada: Campos Novos (SC)

A serra catarinense segue sob o domínio do gelo. Terça e quarta-feira mantêm o risco de geada, com mínimas abaixo dos 5°C. O foco deve ser a proteção de animais recém-nascidos e lotes debilitados. A partir de quinta-feira (14), a massa polar perde força e as temperaturas sobem gradativamente.

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Alerta vermelho: chuva volumosa no Norte

O cenário é oposto no topo do mapa, onde a água não dá trégua. Em Roraima e Norte do Pará, a previsão é de acumulados críticos entre 100 e 150 milímetros em apenas 5 dias.

Esse volume trava os trabalhos de campo, dificulta o acesso de caminhões e prejudica o escoamento de insumos. Evite embarques de gado em janelas de chuva pesada para prevenir acidentes e estresse excessivo.

Brasil Central: chuva irregular

A frente fria passou, mas a “torneira” não abriu totalmente para o Sudeste e Centro-Oeste. No interior de SP, Sul de MG e Goiás, a chuva será esparsa (15 a 20 milímetros).

Esse volume serve apenas para baixar a poeira e dar um alívio térmico temporário. Não é suficiente para uma recuperação profunda do capim, portanto, mantenha o planejamento nutricional de seca.

Orientação ao produtor

  1. Logística no Norte: com os 150 milímetros previstos, a prioridade é a segurança no transporte. Verifique as condições das pontes e estradas internas da fazenda antes de movimentar grandes lotes.
  2. Sanidade no MS: o gado enfrentará uma subida térmica de 25 graus em poucos dias. O choque térmico “abre a porta” para pneumonias. Garanta hidratação e escore corporal para suportar a transição.
  3. Manejo de solo no Sudeste: como a chuva será baixa, aproveite a umidade apenas para baixar a poeira nos currais e melhorar o ambiente para os animais em terminação.

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