Sucessão familiar: projeto de carne premium recebe reforço da nova geração na pecuária

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A sucessão familiar é um dos maiores desafios da pecuária moderna, mas na Fazenda Monte Serrat, em Oriente, São Paulo, a transição para a próxima geração está acontecendo de forma harmônica e profissional.

A história é marcada pelo sonho do pioneiro Paulo Zanelati (ex-torneiro mecânico) de criar gado, e agora, o filho, Rodolfo Zanelati, está estendendo a parceria que já existia na indústria para a fazenda.

O projeto de carne premium da família é focado na produção de Nelore e cruzamento industrial Angus e está se beneficiando da complementaridade de gerações, onde o pioneirismo do pai se une ao olhar de inovação e gestão do filho.

Confira:

Complementaridade e profissionalismo

Rodolfo Zanelati (à direita). Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A entrada do filho na gestão da pecuária é vista como uma oportunidade de aprimoramento, especialmente na aplicação de processos rígidos. Rodolfo foca em desenvolver processos, algo que trouxe de sua experiência na indústria e que aplica na pecuária, principalmente na gestão.

“A gente tem que olhar onde tem um gapzinho ali que a gente pode chegar e ajudar. Às vezes eu já tenho um certo conhecimento, uma visão um pouco diferente que eu posso entrar, trocar uma ideia com ele, e a gente chegar num denominador comum para que o negócio flua melhor”, disse Rodolfo Zanelati.

“O sucesso depende da convicção de que você tem que ser profissional em tudo. Hoje não tem mais espaço [para amadorismo]”, acrescentou.

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Bem-estar e preparação para a “Década de Ouro”

Paulo Zanelati. Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A fazenda é referência em bem-estar animal, o que se traduz em resultado econômico:

  • Ambiência: a propriedade investe em climatização com eucalipto em volta dos pastos para criar um microclima agradável, especialmente para o gado Angus (cruzamento), que sente mais o calor. “A sombra é muito importante. Ainda mais essa raça como o Angus, o cruzamento, sente muito mais nessa época do verão. A gente acaba tendo um rendimento muito melhor”, diz Paulo Zanelati.
  • Tecnologia de dados: a gestão é auxiliada pela tecnologia, desde a compra do gado até o acompanhamento do abate. A carcaça é vista como o “fofoqueiro” que revela a qualidade do manejo.

Com a expectativa de que a próxima década seja a “década de ouro” para a proteína vermelha brasileira, o recado de Rodolfo é de resiliência e planejamento:

“Com certeza vai ser uma década de ouro para a pecuária. A gente já tem muitos indicadores, muitos indícios disso. Mas o mais importante é a gente não desanimar. Quem é pecuarista sabe que é resiliência, é sempre estar trabalhando mesmo nos momentos de baixa, acreditar, e fazer o trabalho de casa bem feito para que, quando vier um ciclo de alta, a gente esteja pronto para colher os frutos”, afirma Rodolfo Zanelati.

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