A raça Santa Gertrudis consolida-se em 2026 como uma das soluções mais eficientes para a pecuária de ciclo curto no Brasil. Originária do Texas (EUA) e lapidada por sete décadas sob o clima tropical brasileiro, a raça destaca-se por entregar o que o mercado premium exige: bois de 20 arrobas prontos para o abate aos 15 meses.
Essa performance é fruto da combinação entre a rusticidade do Zebu e a qualidade de carcaça do Shorthorn, permitindo um ganho de peso acelerado com excelente acabamento de gordura.
Confira:
Performance recorde: velocidade e rendimento
O grande trunfo do Santa Gertrudis é a sua capacidade de transformar pasto e suplementação em carcaça pesada em tempo recorde. Animais de cruzamento industrial estão atingindo o peso de abate (20@+) com apenas 15 meses de idade.
Em provas oficiais, a raça apresenta animais com recordes de Ganho Médio Diário (GMD) de até 3 kg/dia e Consumo Alimentar Residual (CAR) negativo, o que significa maior produção com menor ingestão de alimento. Com rendimentos de carcaça que chegam a 57,3%, o produtor garante uma bonificação superior nos frigoríficos.
Versatilidade no cruzamento: F1 e Tricross

O Santa Gertrudis atua como um “coringa” genético, adaptando-se a diferentes estratégias de produção:
- No Tricross: é uma opção de excelência como terceira raça sobre fêmeas F1 (Angus x Nelore). Ele imprime porte e musculatura, mantendo a adaptabilidade ao calor que muitas vezes falta em outros taurinos.
- Cruzamento com Nelore (F1): produz bezerros pesados e fêmeas precoces. As novilhas F1 Santa Gertrudis ciclam entre 12 e 13 meses e possuem alta habilidade materna (produção de leite).
- Adaptação tropical: diferente de raças europeias puras, o Santa Gertrudis suporta o sol escaldante do Brasil Central e Nordeste sem perder o desempenho.
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Tecnologia: ultrassonografia e seleção de precisão
Para garantir que esse desempenho chegue ao produtor comercial, os criadores de raça pura utilizam ferramentas de alta acurácia:
- Avaliação de carcaça: o uso da ultrassonografia identifica touros superiores para Área de Olho de Lombo (AOL), ligada à musculatura; Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), essencial para o acabamento; e Marmoreio, foco dos programas de carne premium.
- Genética provada: com mais de 1 milhão de animais avaliados, o sêmen disponível nas centrais oferece segurança total quanto ao resultado esperado no curral.
A raça expande sua fronteira genética com foco no Mato Grosso. A Fazenda Mangabeira iniciou um criatório de animais PO (Puros de Origem) em Itaúba (MT) para facilitar o acesso dos produtores locais a touros e embriões adaptados. Além disso, o Santa Gertrudis terá presença confirmada na Norte Show, em Sinop (MT), em abril de 2026.
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