O Giro do Boi traz um caso real de sucesso que reforça como a informação técnica correta pode salvar o lucro e o rebanho do produtor. O pecuarista Waldecir Colombini, de Lagoinha (SP), enfrentava uma infestação severa de samambaia em suas pastagens. Uma ameaça silenciosa que, se negligenciada, pode levar o gado à morte.
Com a orientação do agrônomo José Borba Júnior, da Sumitomo Chemical, o produtor transformou o cenário da fazenda e hoje desfruta de um pasto produtivo e seguro.
A samambaia é uma das plantas tóxicas mais perigosas para a pecuária brasileira. Sua disseminação é rápida e suas folhas contêm substâncias que causam danos irreversíveis à saúde bovina. O caso de Waldecir serve de alerta para produtores de todo o país sobre a importância do controle imediato.
O perigo invisível: sintomas de intoxicação

De acordo com o agrônomo José Borba Júnior, o consumo da planta pelo gado desencadeia quadros graves:
- Hemorragias e anemia: a planta ataca a medula óssea, impedindo a produção de células sanguíneas.
- Sistema nervoso: causa a síndrome do “pescoço caído”, onde o animal perde a capacidade motora.
- Morte súbita: em muitos casos, a evolução é rápida, resultando em óbito antes mesmo da intervenção veterinária.
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O roteiro da recuperação: manejo integrado

Waldecir Colombini seguiu à risca o protocolo de manejo indicado, que atacou o problema em três frentes:
- Controle direto: realização de roçadas periódicas e aplicação de herbicidas seletivos específicos para o controle de plantas de difícil erradicação.
- Correção do solo: a samambaia prospera em solos ácidos e pobres. A aplicação de calcário e adubos foi essencial para criar um ambiente desfavorável à praga.
- Competição forrageira: o produtor plantou a Brachiaria Mavuno, um capim de alta agressividade e vigor, que “abafou” o ressurgimento da samambaia.
Se você notar a presença de samambaia, não espere o primeiro animal cair. O controle químico aliado à correção da fertilidade é o único caminho para impedir que essa praga tome conta do seu investimento.
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