Roraima entra em alerta para chuva acima de 200 milímetros; frio recua em SP e MS

Foto: Pixabay.

O mapa do Brasil sinaliza uma trégua temporária no frio intenso para o Centro-Sul a partir deste final de semana, o que vai melhorar o conforto térmico do rebanho no curto prazo.

No entanto, o alerta de médio prazo já está aceso: uma nova e potente onda polar com chuvas consistentes está desenhada para a primeira quinzena de junho. Enquanto isso, o extremo Norte do país entra em rota de emergência logística devido a volumes avassaladores de água.

Na região de Naviraí (MS), o planejamento deve ser dividido em duas etapas:

  • Curto prazo (final de maio): as temperaturas mínimas sobem nos próximos dias, trazendo tardes mais quentes. Na próxima semana, a umidade retorna trazendo pancadas leves e isoladas entre 10 e 15 milímetros, ideais para dar uma trégua na poeira dos cochos.
  • Médio prazo (junho): a primeira semana de junho será marcada pelo retorno do frio severo, com as mínimas despencando para abaixo dos 10°C (mas sem risco de geada por enquanto).

Por lá, a primeira quinzena de junho será generosa, acumulando de 30 a 40 milímetros de chuva, o que é excelente para manter a umidade da terra, segurar o vigor das pastagens e apoiar o desenvolvimento do milho safrinha.

Confira a previsão do tempo completa com o meteorologista Arthur Müller:

Sul com geada residual e Sudeste em elevação

A retaguarda da frente fria atual ainda atesta a força do outono nas próximas horas. Esta sexta-feira ainda é crítica para a Região Sul, que enfrenta o pico do ar polar com risco de geada nas áreas de baixada e serranas.

No estado de São Paulo e no interior do Mato Grosso do Sul, o frio da madrugada perde força a partir de amanhã. As temperaturas mínimas sobem para patamares acima dos 15°C, garantindo excelente conforto térmico e estimulando o consumo de ração pelo gado.

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Alerta vermelho: Roraima passa dos 200 milímetros

O extremo Norte do Brasil segue em situação de alerta máximo para a infraestrutura das fazendas. Nos próximos 10 a 15 dias, os acumulados de chuva em Roraima podem ultrapassar a marca dos 200 milímetros.

Há alto risco de alagamentos em pastagens baixas, atoleiros severos em ramais de terra e sérias dificuldades no transporte de gado.

Nordeste: Capim Grosso (BA)

Na bacia leiteira e de corte do interior baiano, o cenário é de estabilidade e rotina normal. A sexta-feira registra alguma chuva isolada, mas o final de semana será de sol firme e tempo limpo.

As máximas se mantêm firmes na casa dos 30°C, o que exige atenção redobrada com a taxa de lotação e a hidratação dos lotes no cocho.

Orientação ao produtor

  1. Aproveite a janela no MS: em Naviraí e no sul do estado, aproveite as madrugadas mais quentes (acima de 15°C) deste final de semana para acelerar o ganho de peso na TIP e nos confinamentos. Use esse período de tempo firme para revisar bueiros, curvas de nível e remangas, preparando a fazenda para as chuvas de 40 milímetros de junho.
  2. Manejo de várzea em Roraima: com a projeção assustadora de 200 milímetros, retire imediatamente os lotes de animais das áreas baixas e de várzea, movendo-os para os piquetes mais altos da propriedade. Isso evita o isolamento do gado, perdas por afogamento e problemas de casco (pododermatites).
  3. Hidratação no Nordeste: em Capim Grosso e no interior baiano, o calor de 30°C exige água em abundância e de qualidade. Lave os bebedouros e garanta que a vazão atenda o pico de consumo do rebanho nas horas mais quentes do dia.

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