O cenário para o fechamento do mês é de alerta máximo para as regiões Leste e Sudeste, enquanto o “Inverno Amazônico” se estabelece com força em Rondônia, garantindo fartura de capim, mas desafiando a lida diária.
Em São Miguel do Guaporé (RO), o cenário é de “céu de águas”. Prepare-se para um mês de muita umidade. A previsão indica que praticamente não haverá pausas nas chuvas nos próximos 30 dias, com um acumulado projetado de 300 milímetros.
Por lá, as precipitações serão rítmicas (15 a 20 milímetros diários), o que chamamos de “chuvas agrícolas”. Elas mantêm o solo sempre úmido e o pasto em vigor máximo, sem o impacto erosivo de temporais isolados. Com o céu nublado, as máximas caem para a casa dos 25°C a 28°C, criando o ambiente ideal para o ganho de peso do gado.
Em Capim Grosso (BA) e região, quarta (25), quinta (26) e sexta-feira (27) com chuvas estratégicas. Esse volume é fundamental para a recuperação das pastagens que foram castigadas pela irregularidade hídrica nos meses anteriores. O calor segue estável, com máximas em torno de 30°C.
Confira a previsão do tempo completa com o meteorologista Arthur Müller:
Tendência de acumulados e alertas (próximos 10 dias)
O corredor de umidade (ZCAS) intensifica volumes em áreas críticas:
- Leste do Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo e Leste de MG): alerta máximo, com risco elevado de inundações, alagamentos e deslizamentos. A orientação é evitar áreas de encosta e várzeas.
- Minas Gerais, Goiás e Matopiba: volumes de 100 a 150 milímetros. Com o solo saturado, o manejo de cocho torna-se difícil. Atenção para não deixar o suplemento mineral “melar”.
- Rio Grande do Sul e Paraná: o tempo segue quente e seco. A restrição hídrica deve durar mais 10 dias, com alívio consistente previsto apenas para após o dia 15 de março.
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Orientação ao produtor
A gestão desta semana deve priorizar a segurança e a sanidade:
- Atenção em Rondônia: o excesso de umidade e a falta de sol podem favorecer doenças de casco e fungos na pastagem. Faça o giro nos pastos com mais frequência para monitorar a saúde do lote.
- Segurança no Sudeste: no RJ, ES e Leste mineiro, a prioridade é a vida. Retire o gado de áreas baixas sujeitas a inundações repentinas (“cabeças d’água”).
- Manejo no Sul e MS: seja conservador. Como as chuvas volumosas devem demorar mais duas semanas, não “rape” o pasto agora. Mantenha uma carga animal que preserve a estrutura da forragem para que ela responda rápido quando a chuva chegar em março.
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