A estratégia Beef on Dairy (cruzamento de gado de corte em matrizes leiteiras) tem se tornado uma ferramenta poderosa para aumentar a rentabilidade das fazendas de leite no Brasil.
Segundo o zootecnista Alexandre Zadra, o custo estimado para produzir um bezerro desmamado sob este sistema em solo brasileiro gira em torno de R$ 1.000.
Para otimizar o resultado, muitos produtores adotam o creep-feeding, que adiciona entre R$ 400 e R$ 600 ao investimento, mas entrega um animal mais pesado e pronto para uma recria acelerada. Nos Estados Unidos, esse custo é consideravelmente mais elevado devido aos gastos com mão de obra especializada e custos fixos da operação.
Confira:
Como funciona a reposição das fêmeas?
Uma dúvida comum entre estudantes e produtores é como manter o plantel de leite enquanto se produz gado de corte. A estratégia moderna divide o rebanho em dois grupos:
- Melhores matrizes (reposição): utiliza-se sêmen sexado de raças leiteiras (como Holandês ou Jersey) para garantir o nascimento de fêmeas que servirão como a futura reposição do plantel.
- Matrizes inferiores (Beef on Dairy): nas vacas que não têm genética superior para leite, utiliza-se o sêmen de corte. Isso gera um bezerro com alto valor de mercado para o corte, que será destinado à engorda, geralmente em confinamentos de 70 a 100 dias.
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Estratégias de cruzamento por região
Para o sucesso do Beef on Dairy, a escolha da raça do sêmen deve respeitar o clima e o tipo de matriz, garantindo o “pelo zero” e a resistência necessária:
- Brasil Tropical (Centro-Oeste, Sudeste e Norte): em regiões de calor intenso e matrizes como a Girolando, o ideal é o uso de raças adaptadas ou bimestiças como Canchim, Santa Gertrudis, Braford, Brangus, Bonsmara, Senepol ou Caracu.
- Sul do Brasil (clima temperado): onde o gado europeu já é comum, recomenda-se raças europeias puras de grande porte sobre as matrizes de leite, como Angus, Charolês, Simental ou Stabilizer.
Essa diferenciação é fundamental para que o animal produzido tenha eficiência biológica e consiga expressar seu potencial de ganho de peso em cada ambiente brasileiro.
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