Para dobrar a produtividade do pasto e garantir o vigor da forragem diante das crescentes irregularidades climáticas (veranicos), o pecuarista deve focar no manejo certo do sistema radicular e na escolha de gramíneas tolerantes ao estresse hídrico.
Segundo o agrônomo Wagner Pires, o segredo está em entender que 70% da produção de massa ocorre no período das águas e que é nesse momento que a pastagem precisa ser preparada para a seca.
O foco deve ser turbinar o sistema radicular do capim para que a planta consiga buscar água e nutrientes em maior profundidade, garantindo a produção de alimento mesmo com a falta de chuvas.
Confira:
Ações essenciais para potencializar a raiz
A preparação do pasto para a seca, que corresponde a 30% da produção anual de massa, exige ações específicas de adubação e correção:
- Gessagem: é fundamental para potencializar o sistema radicular. O gesso (cálcio e enxofre) não corrige a acidez do solo, mas desce até 1m ou 2m de profundidade e arrasta o alumínio tóxico, abrindo espaço para o crescimento profundo da raiz.
- Nitrogênio (N) no final das águas: deve ser aplicado nos últimos 30 dias do período chuvoso para potencializar o enraizamento e o tecido de reserva da planta. A aplicação foliar do nitrogênio ajuda a evitar a queda abrupta da qualidade do pasto nos primeiros meses da seca, melhorando a retomada do crescimento na próxima chuva.
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Gramíneas estratégicas e rotacionado eficiente
A escolha da gramínea e a gestão do pastejo são cruciais para a eficiência e para o Ganho Médio Diário (GMD) do rebanho:
- Variedades tolerantes: o produtor pode trabalhar com gramíneas tolerantes ao estresse hídrico, como Piatã e Camelo. Os híbridos de forma geral possuem um sistema radicular mais poderoso, mas exigem um investimento maior em adubação (Lavoura de Pasto). O Andropogon é estratégico para a fase de rebrota, mas sofre no período da seca.
- Gerenciamento do pastejo: no sistema rotacionado (ou rotativo), o mais importante é respeitar a altura de entrada e a altura de saída. Para que o sistema funcione, deve-se usar apenas um tipo de capim por área dividida, pois cada gramínea tem um teor de proteína e tempo de descanso diferente.
- Divisão: a divisão da pastagem deve ser feita com um mapa na mão, garantindo que o gado de corte não ultrapasse 400-500m de distância da água.
Intensificação e alerta
A irrigação é a última etapa da intensificação, e só deve ser implementada após a execução de toda a lição de casa: calagem, fósforo, cerca, herbicida e divisão. Um rotacionado irrigado, em fazendas organizadas, pode produzir mais de 10 Unidades Animais por hectare.
O consultor destacou, por fim, a importância da infraestrutura para o sucesso: em fazendas no Oeste da Bahia, grandes projetos de irrigação com pivôs estão parados há mais de um ano por falta de energia elétrica do governo estadual, forçando o agronegócio a trabalhar “com freio de mão puxado.”
Educação no campo
Ministrado pelo agrônomo, o curso Pastagem Sustentável de A a Z oferece formação completa em manejo de pastagens, com aulas online gravadas e acesso pela plataforma Nutror.
Com base nos três pilares do Método Wagner Pires, o conteúdo apresenta um passo a passo para que o produtor aprenda a manejar pastos nas águas e na seca, recuperar áreas degradadas e aumentar o desempenho da fazenda.
Com mais de 40 anos de experiência, Wagner Pires explica como fazer diagnóstico de pastagem, análise e correção de solo, aplicação de herbicidas, adubação e técnicas de manejo. A proposta é transmitir o equivalente a quatro décadas de prática em até três meses de estudo.
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