No Giro do Boi desta sexta-feira (10), o destaque ficou para o avanço histórico da pecuária no bioma Pantanal. Um levantamento recente revela que a região, uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta, conseguiu unir eficiência produtiva à preservação ambiental.
O grande destaque econômico foi o programa Carne Sustentável de Mato Grosso do Sul, que injetou quase R$ 25 milhões em bônus diretos aos produtores somente no último ano, consolidando a pecuária sustentável como um negócio altamente rentável.
Confira:
Números recordes e o impacto no bolso do produtor
O programa registrou um salto quantitativo e qualitativo que reforça a vocação do Pantanal para a produção de proteína vermelha de alto valor agregado. O montante de R$ 25 milhões em bônus premiou o esforço de mais de 100 propriedades rurais cadastradas que investem em genética, nutrição e manejo racional.
Quase 206 mil bovinos foram abatidos sob o selo do programa em 2025, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
O rebanho pantaneiro está mais jovem. Quase 80% dos machos foram abatidos com zero, dois ou, no máximo, quatro dentes, evidenciando um aumento de 16% na produtividade em menos tempo.
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O diferencial da carne pantaneira
O protocolo da ABPO (Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável) exige rigor para garantir um produto premium ao mercado global. Criados em pastagens nativas, os animais desenvolvem uma carne de sabor diferenciado e a característica gordura amarela (com sabor que remete à manteiga).
Atualmente, 100% dos animais possuem identificação individual (Sisbov), permitindo a exportação para mercados exigentes, como EUA e União Europeia. O protocolo audita 85 itens, desde o bem-estar animal até a conformidade rigorosa com a legislação trabalhista (CLT).
Vale a pena ser um associado ABPO?
O diretor executivo da ABPO, Guilherme Oliveira, demonstrou que a adesão ao programa é financeiramente vantajosa e de baixo custo de manutenção. O produtor recebe, em média, de R$ 137,00 (Sustentável) a R$ 185,00 (Orgânico) a mais por cabeça.
O investimento para atestar a fazenda gira entre R$ 2.000 e R$ 2.500 (válido por 18 meses). Na prática, o abate de apenas um animal por mês já cobre todos os custos de participação no programa.
Com uma produção anual de 2 milhões de bezerros, o Pantanal prova em 2026 que sustentabilidade e lucro caminham juntos. O programa da ABPO não é apenas uma fonte de bônus, mas uma ferramenta de gestão estratégica que blinda a fazenda para as exigências do mercado internacional, transformando o “celeiro de cria” em uma vitrine de tecnologia.
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