Plantas daninhas: estação das águas exige ação rápida contra invasoras; veja dicas

Choveu e as plantas daninhas voltaram: o que fazer para evitar prejuízos? (Foto: Reprodução).

Na pecuária, a estação das águas é o momento de máxima produção, mas também é o período em que as plantas daninhas ganham força.

No último episódio da série “Dicas do Scoton”, o zootecnista Maurício Scoton alerta que a ação rápida contra as invasoras é fundamental para garantir que o investimento em adubação e a umidade do solo sejam aproveitados exclusivamente pelo capim, resultando em uma arroba de baixo custo e maior lucro.

O surgimento dessas plantas ocorre pela quebra de dormência: ao preparar o solo ou com o início das chuvas, sementes enterradas são expostas ao sol e germinam rapidamente. Elas competem agressivamente por espaço, luz e, principalmente, por nutrientes, já que suas raízes costumam ser mais profundas e eficientes que as do capim recém-formado.

Confira:

A regra de ouro: controle antes da sementeira

O erro mais comum cometido pelo pecuarista é esperar o tempo passar. Para um controle efetivo, o produtor deve seguir uma regra clara: nunca deixe a planta daninha sementear.

O controle deve ser realizado preferencialmente entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Se a planta chegar a soltar sementes, a infestação no solo aumentará drasticamente, gerando problemas e custos elevados para os anos seguintes.

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Métodos de controle e eficiência

Existem duas formas principais de lidar com as invasoras, mas com níveis de eficácia bem distintos:

  1. Herbicidas (mais eficaz): é o método recomendado por Maurício Scoton, pois elimina a planta por completo. A aplicação deve ocorrer preferencialmente na fase de formação do pasto para controlar as “plantas moles” e garantir o pleno estabelecimento da forrageira.
  2. Roçadas: trata-se de um método paliativo. Ao apenas cortar a parte aérea, a planta invasora tende a rebrotar em pouco tempo, mantendo a competição no subsolo.

Tecnologias e assistência técnica

Para otimizar o custo-benefício, o uso de tecnologias modernas tem transformado o manejo nas fazendas. O uso de drones para aplicação de herbicidas é uma ferramenta de alta precisão que facilita o trabalho em condições de terreno difíceis, garantindo que o produto atinja o alvo com exatidão.

Scoton reforça a necessidade de consultar um técnico especializado. Somente um profissional pode identificar as espécies invasoras e recomendar o princípio ativo correto, evitando desperdício de dinheiro e garantindo um pasto limpo e vigoroso para o gado.

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