Como evitar perdas milionárias com pastagens degradadas?

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O problema das pastagens degradadas é um dos maiores desafios da pecuária brasileira, responsável por perdas milionárias e pela baixa rentabilidade de muitas fazendas.

Segundo a Embrapa, 28 milhões de hectares ainda estão em situação severa ou intermediária de degradação nos principais estados produtores (Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará).

Em entrevista ao Giro do Boi, a especialista em pastagens e professora Janaína Martuscello, afirma que a degradação prejudica o bolso, o ambiente e a imagem da pecuária.

Segundo ela, o produtor que tem pastagens “estragadas” pode estar entre os 30% das fazendas que operaram no vermelho na última safra, perdendo até R$ 6.000 por hectare em um único ano. Em contraste, os produtores com pastos impecáveis (top rentáveis) lucraram mais de R$ 10.000 por hectare.

Confira:

O custo do cuidado é mais barato que o reparo

A chave para evitar perdas milionárias é mudar a mentalidade: o custo do cuidado é sempre significativamente mais barato do que o custo do reparo. A média brasileira de reformar a mesma área a cada 5 anos é um dado “vergonhoso”, pois um pasto de qualidade deveria durar entre 20 a 30 anos.

  • Custo de manutenção: menos de R$ 1.000 por hectare/ano.
  • Custo de recuperação: varia entre R$ 2.800 a R$ 3.500 por hectare.
  • Custo de renovação (reforma total): pode chegar a R$ 6.000 por hectare.

As principais causas da degradação são o manejo errado (superlotação) e a não reposição de nutrientes no solo, que é o bem mais importante da fazenda.

Acompanhe todas as atualizações do site do Giro do Boi! Clique aqui e siga o Giro do Boi pela plataforma Google News. Ela te avisa quando tiver um conteúdo novo no portal. Acesse lá e fique sempre atualizado sobre tudo que você precisa saber sobre pecuária de corte!

Estratégia de planejamento: transferir forragem para a seca

A estratégia de planejamento forrageiro visa preparar a fazenda para a seca, transferindo o excesso de forragem do período das águas para o período de escassez.

O “pulo do gato” é:

  1. Conhecer o limite: definir a capacidade de suporte da fazenda para evitar a degradação.
  2. Diminuir a área nas águas: no período chuvoso, o produtor deve diminuir a área disponível para o gado, dividindo os pastos (mantendo a lotação alta em um espaço menor).
  3. Criar reserva: a área vedada (não utilizada) se torna a reserva de forragem para a seca, na forma de feno em pé (diferimento), que é a estratégia mais barata de conservação de forragem.

O manejo correto, aliado ao trato agronômico (semente de qualidade, adubação e correção do solo), evita que o pasto seja forçado na seca, prevenindo a degradação e garantindo a rentabilidade.

News Giro do Boi no Zap!

Quer receber o que foi destaque no Giro do Boi direto no seu WhatsApp? Clique aqui e entre na comunidade News do Giro do Boi 2.

Rolar para cima