Como o pecuarista deve encarar a transformação tecnológica? Especialista dá dicas

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

No segundo episódio da série Tecnologia e Inovação, dentro do quadro Dicas do Chaker, o zootecnista e consultor Antônio Chaker traz uma reflexão vital para o produtor em 2026: a transformação tecnológica na pecuária é inevitável, mas o sucesso de sua implementação depende de como o gestor lidera a transição psicológica da sua equipe.

Segundo Chaker, o “setor não vai mudar; ele já mudou”, e quem insiste no lema “meu avô fazia assim” corre o risco real de ser excluído do mercado.

Confira:

Entendendo a “montanha-russa da mudança”

A transformação tecnológica, seja a adoção de um software de gestão, monitoramento por satélite ou automação de processos, não é apenas uma troca de ferramentas, mas um desafio emocional. Chaker explica que o cérebro percorre etapas previsíveis diante do novo:

  • Choque e negação: o impacto inicial seguido pela defesa. Frases como “isso não funciona aqui” são mecanismos naturais de proteção contra o desconhecido.
  • Frustração e insegurança: o ponto de crise, onde surge a raiva e o medo de não ser capaz de dominar a nova tecnologia.
  • Aceitação e ação: a fase final, onde o aprendizado acontece e a inovação vira rotina produtiva.

Acompanhe todas as atualizações do site do Giro do Boi! Clique aqui e siga o Giro do Boi pela plataforma Google News. Ela te avisa quando tiver um conteúdo novo no portal. Acesse lá e fique sempre atualizado sobre tudo que você precisa saber sobre pecuária de corte!

Liderança na prática: o exemplo do monitoramento

Chaker ilustra o impacto da mudança com o caso de um encarregado de máquinas desafiado a monitorar tratores via satélite. O colaborador passou pela negação (“máquina trabalha, máquina quebra”) e pela raiva antes de admitir sua insegurança técnica.

  • O papel do líder: em vez de substituir quem resiste, o pecuarista moderno deve entender que a equipe está percorrendo a curva da mudança. O suporte técnico e o acolhimento são o que transformam a confusão em decisão.
  • Foco no resultado: ao superar a resistência, a fazenda ganha previsibilidade de custos e eficiência operacional, moedas de troca essenciais na pecuária intensiva atual.

O perigo de “enroscar” no passado

A transformação tecnológica exige que o produtor sinta o desconforto, mas continue caminhando. O grande obstáculo não é o medo da inovação, mas sim ficar parado em etapas como a negação ou a raiva.

  • Evolução constante: se a fazenda não se atualiza, ela está, na prática, retrocedendo em relação à concorrência.
  • Desenrosque: o conselho de Chaker é claro: identifique em qual fase da mudança você ou sua equipe estão e busque o movimento.

A inovação exige coragem para abandonar velhos hábitos. “Todo mundo quer a mudança, mas ninguém quer mudar”, reflete Chaker. A liderança assertiva é o que permite que a transformação tecnológica saia do papel e vire lucro no bolso.

News Giro do Boi no Zap!

Quer receber o que foi destaque no Giro do Boi direto no seu WhatsApp? Clique aqui e entre na comunidade News do Giro do Boi 2.

Rolar para cima