No encerramento da oitava temporada da série “Tecnologia e Inovação” do Giro do Boi, nesta sexta-feira (3), o zootecnista Antônio Chaker trouxe uma reflexão derradeira sobre o futuro da atividade.
Com o tema “O amanhã começa agora”, o especialista utilizou uma analogia impactante com o automobilismo para mostrar que o sucesso na pecuária moderna não depende de força bruta, mas da agilidade em abandonar processos obsoletos e abraçar a era da Inteligência Artificial e da gestão de dados.
Confira:
A lição do pit stop: o “impossível” de ontem é o padrão de hoje
Chaker comparou a evolução dos boxes na Fórmula 1 para ilustrar a velocidade das mudanças necessárias na porteira:
- O passado: um pit stop de excelência levava 70 segundos.
- O presente: o mesmo serviço é executado em menos de 2 segundos.
- O alerta: se o pecuarista olha para as novas tecnologias e diz “isso é impossível na minha realidade”, ele está preso no passado. O produtor de elite, ao ver a inovação, pergunta: “Como você faz? Me ensina?”.
A radiografia do lucro: onde estão os 10% melhores?
Os números apresentados por Chaker revelam um cenário de desigualdade produtiva na pecuária brasileira, onde a maioria ainda opera com processos lentos:
- 33% das fazendas amargam prejuízo.
- 50% das propriedades apenas “trocam dinheiro”.
- Menos de 10% alcançam o potencial real de rentabilidade (4% sobre o valor da terra ou 20% sobre o valor do gado).
- Veredito: para migrar para o grupo dos 10% mais lucrativos, o segredo é mudar o método de trabalho.
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As três camadas da fazenda próspera
Para transformar o resultado financeiro, Chaker explica que o produtor deve entender a hierarquia da mudança, agindo de dentro para fora:
- Mentalidade (essência): onde tudo começa. É a abertura para o novo e a compreensão de que a pecuária é feita de gente.
- Processo (intermediária): é o método aplicado. Exemplo: substituir a caderneta pelo app, reuniões de alinhamento e manejo rigoroso de entrada e saída do pasto.
- Resultado (externa): é a “casca”. O lucro e o gado pesado são apenas a consequência das duas camadas anteriores.
Tecnologia como ímã de talentos
Chaker desmistificou a suposta “falta de mão de obra” no campo. Para ele, o problema é a baixa atratividade das fazendas tradicionais.
- Inovação retém jovens: propriedades que utilizam sensores, câmeras, IA e quadriciclos chegam a ter 20 candidatos por vaga.
- Propósito: as novas gerações buscam projetos inovadores. Oferecer tecnologia é oferecer um futuro decisivo para o colaborador.
Inspirado na sabedoria de Pelé, Chaker encerrou a temporada lembrando que o craque não corre para onde a bola está, mas para onde ela estará. Em 2026, a “bola” da pecuária está na digitalização e no baixo estresse. Como disse Peter Drucker: “Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo”.
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