O estado de Goiás tem se destacado no cenário pecuário nacional. Com um rebanho de 23,2 milhões de cabeças (o terceiro maior do Brasil), o território consolidou-se como uma potência exportadora. O grande diferencial desta evolução, no entanto, vai além dos números: reside nas parcerias estratégicas entre o produtor e a indústria.
Em visita à unidade da Friboi em Goiânia, o apresentador do Giro do Boi, Mauro Sérgio Ortega, conversou com o gerente de originação, Gilberto Silva. Ele reforçou que a integração entre o campo e o frigorífico é o que garante que a carne goiana atenda aos mercados mais exigentes do mundo, como a União Europeia e os Estados Unidos.
Confira:
A indústria como motor de desenvolvimento
A unidade da Friboi em Goiânia exemplifica como a indústria frigorífica se tornou o coração econômico e social da região. Mais do que escoar a produção, a planta é um elo de suporte técnico e financeiro para o pecuarista de Goiás.
A planta abate cerca de 1.000 animais por dia, exportando para mercados premium (Chile, EUA, Europa e Ásia) e exigindo padrões rigorosos de qualidade. A parceria oferece serviços que vão desde logística e antecipação de recebíveis até auxílio em questões ambientais e engorda terceirizada.
Com 1.000 funcionários diretos, a unidade impulsiona a economia local e serve como o ponto final de uma cadeia produtiva altamente tecnificada.
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A evolução do gado goiano: precocidade e genética
O perfil do rebanho em Goiás passou por uma transformação radical nas últimas décadas. A tecnologia aplicada transformou o estado em um celeiro de animais jovens e pesados.
É rotina encontrar lotes de 20 a 22 meses atingindo pesos de 23 a 24 arrobas, algo impensável há 30 anos. Mesmo unidades que não focam na China exigem animais abaixo de 30 meses para atender exigências do Chile e Europa.
O produtor goiano hoje utiliza sêmen e touros provados, resultando em lotes homogêneos e com excelente acabamento de gordura.
Integração e gestão de resultados
O sucesso da pecuária em Goiás também se deve à adoção de sistemas integrados e ao diálogo aberto entre os elos da cadeia:
- ILP e intensificação: o uso da Integração Lavoura-Pecuária permitiu elevar a carga animal e a qualidade da forragem, essencial para a engorda rápida.
- Portas abertas: a indústria incentiva o pecuarista a acompanhar o abate técnico, garantindo transparência no rendimento de carcaça e na classificação do gado.
- Logística eficiente: a proximidade das indústrias (raio de 300-400 km) reduz o estresse do animal no transporte, preservando a qualidade da carne.
A pecuária de Goiás evoluiu porque o produtor entendeu que a qualidade genética e o manejo intensivo são as chaves para a lucratividade. Visitar a indústria e dialogar com a originação é o passo final para garantir que o trabalho feito na fazenda seja valorizado e remunerado de acordo com os padrões globais. Como diz o lema da unidade: “Café quente e água gelada para receber o produtor”.
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