Mosca doméstica é vetor de doenças como mastite e diarreia no gado; veja como combater

Foto: Divulgação.

A mosca doméstica (Musca domestica) representa uma ameaça silenciosa, mas devastadora para a produtividade rural em 2026.

Em entrevista ao Giro do Boi, a médica veterinária Franciele Silva, coordenadora da Vetoquinol, afirmou que este inseto é um vetor biológico de altíssima eficiência, capaz de carregar mais de 300 tipos de patógenos e introduzir até 2 milhões de bactérias por onde passa.

Diferente de outras espécies, ela não precisa picar o animal para causar danos, agindo principalmente na disseminação de doenças graves e na geração de estresse extremo.

Confira:

Riscos sanitários e impacto na produção

O principal perigo da mosca doméstica reside na sua capacidade de contaminar o rebanho e as instalações. Ao pousar em locais contaminados e depois nos animais ou equipamentos, ela espalha infecções rapidamente. É o vetor central da mastite em vacas leiteiras e da diarreia, que atinge severamente os bezerreiros.

Em salas de ordenha, a presença do inseto contamina úberes e teteiras. Uma única mosca que caia no tanque pode comprometer a higiene de todo um lote de leite. O estresse causado pela perturbação constante impede que o gado se alimente e descanse corretamente, reduzindo o ganho médio diário (GMD).

Ciclo de reprodução e focos de infestação

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A infestação por mosca doméstica pode sair do controle em poucos dias devido ao seu ciclo biológico acelerado, especialmente no verão (calor e umidade). O ciclo de ovo a mosca adulta dura apenas de 7 a 10 dias.

Uma única fêmea é capaz de colocar pelo menos 400 ovos. Elas se multiplicam em qualquer matéria orgânica úmida, como restos de ração acumulados nos coxos, esterqueiras mal manejadas, camas de bezerros úmidas e chorume de silagem exposto.

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Diferenciação das espécies e comportamento

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É comum o produtor confundir as moscas, mas o combate exige estratégias específicas. A mosca doméstica não suga sangue e foca no transporte de bactérias, sendo encontrada principalmente na cabeça e patas do gado, além das instalações.

Já a mosca dos estábulos causa picadas dolorosas nas pernas e se esconde em restos de palhada, enquanto a mosca do chifre suga sangue constantemente no dorso e chifres, reproduzindo-se em fezes frescas no pasto.

Tecnologias de combate e manejo integrado

Para um controle efetivo, a veterinária recomenda a combinação de intervenção química com manejo ambiental rigoroso.

  • Controle Químico (Flycron Plus): soluções modernas à base de Fipronil permitem a aplicação via pincelamento nas instalações. O produto age em até 30 minutos e mantém efeito residual por 8 semanas.
  • Manejo ambiental: a regra de ouro é manter a fazenda seca. É essencial limpar coxos diariamente para evitar acúmulo de ração úmida e garantir que a cama dos bezerreiros esteja sempre trocada.
  • Iscas: o uso de iscas granuladas em pontos estratégicos complementa o controle, atraindo as moscas para longe do contato direto com os animais.

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