Massa de ar polar traz risco de geada no MS e friagem em Rondônia

Foto: Divulgação.

Na previsão do tempo desta terça-feira (5), o outono resolveu mostrar sua face mais rigorosa: uma massa de ar polar de trajetória continental está se organizando para varrer o país na próxima semana. O produtor deve se preparar para um cenário de extremos, onde o choque térmico será o maior desafio para a saúde do rebanho e a produtividade das pastagens.

Em Araçatuba (SP), no noroeste paulista, o clima será de pura amplitude térmica. No próximo final de semana, a mínima bate nos 10°C. Logo em seguida, o sol volta a brilhar forte e os termômetros saltam para 35°C ou 36°C.

As chuvas serão raras (máximo de 30 milímetros em 30 dias). O foco total deve ser a suplementação de seca e a limpeza rigorosa dos bebedouros para combater a desidratação e os problemas respiratórios causados pela poeira.

Confira:

Alerta vermelho: geada e friagem

O período entre os dias 10 e 14 será o ápice do evento polar:

  • Região Sul: risco altíssimo de geada ampla. Termômetros podem zerar (0°C) em diversas localidades, impactando severamente as pastagens de inverno e lavouras de trigo.
  • Mato Grosso do Sul: o perigo desce para o Centro-Oeste com risco de geada no sul do MS e amanheceres gelados em todo o estado.
  • Rondônia: o fenômeno da friagem chega com força. Em Vilhena, a queda será brusca, saindo de um cenário chuvoso e quente para mínimas atípicas que derrubam a imunidade do gado.

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Chuvas e umidade

Antes do gelo, uma frente fria traz um alívio temporário. A previsão é de 30 milímetros nos próximos 5 dias avançando pelo Sul, Paraná e MS. Essa umidade é “ouro” para o milho safrinha e dá um vigor extra ao capim antes que o frio intenso possa queimar as folhas.

Orientação ao produtor

  1. Proteção de lotes sensíveis: antecipe o manejo de animais recém-desmamados ou vacas de leite. O choque térmico (perder 25°C em poucos dias) é um convite para pneumonias e outras doenças.
  2. Manejo de pastagens: no Sul e MS, a geada pode interromper o crescimento do pasto. Garanta que a suplementação no cocho esteja ajustada para compensar a perda de qualidade da folha queimada pelo frio.
  3. Hidratação e higiene: em regiões secas como o noroeste paulista, o calor de 36°C exige água limpa. A poeira alta combinada com o frio da madrugada irrita as vias aéreas do gado; bebedouros limpos estimulam o consumo e ajudam na imunidade.

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