O mês de março será de contrastes térmicos e pluviométricos no Brasil. Enquanto o Sul enfrenta o rigor do calor e a irregularidade das águas, o Centro-Oeste e o Nordeste terá volumes generosos de chuva, fundamentais para a recuperação de pastagens e reservatórios, mas desafiadores para a logística da colheita.
Confira:
Mapa da chuva: onde sobra e onde falta
O regime de chuvas em março define estratégias distintas para as diferentes regiões produtoras:
- Matopiba e Sertão Nordestino: as notícias são excelentes, com chuvas acima da média histórica. Esse volume é vital para garantir o vigor das pastagens no interior do Nordeste.
- Mato Grosso do Sul e Paraná: a primeira quinzena começa com alerta de déficit hídrico. O alívio volumoso só é esperado entre os dias 10 e 14 de março.
- Brasil Central e Minas Gerais: chuvas dentro ou acima da média, especialmente na Zona da Mata mineira, exigindo atenção redobrada com a drenagem de áreas e controle de erosão.
- Rio Grande do Sul: o estado segue sob restrição hídrica, com chuvas irregulares que não suprem a demanda do solo.
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Calorão no Sul e alívio no Nordeste
As temperaturas em março também seguirão padrões opostos conforme a nebulosidade:
- Altas temperaturas: o calor castiga o Rio Grande do Sul, o oeste do Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul, com termômetros acima da média histórica. O estresse térmico pode afetar o ganho de peso do rebanho nessas áreas.
- Alívio térmico: no interior do Piauí e da Bahia, a persistência de nuvens e as chuvas frequentes manterão as temperaturas abaixo da média, favorecendo o conforto animal.
Janela de sol e colheita da soja
Até a sexta-feira (6), uma massa de ar seco abre uma oportunidade de ouro para o manejo de campo:
- Ação imediata: produtores no Sul de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem acelerar a colheita da soja e o plantio do milho segunda safra.
- Risco de atraso: a partir da próxima semana, o retorno de chuvas volumosas pode paralisar as máquinas. O estado do Maranhão é o mais crítico, com previsão de mais de 100 mm em apenas cinco dias devido à atuação da ZCIT.
A palavra de ordem para março é agilidade. No Centro-Oeste, “limpe a área” enquanto o sol brilha. No Paraná e MS, monitore o estresse hídrico do milho recém-plantado até o retorno das águas. Já na Bahia (Chapada Diamantina), a janela de tempo firme começa após esta sexta e dura 10 dias: use este período para obras de infraestrutura e manejos de curral.
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