Maragogipe: quais os segredos da fazenda que abate animais de 23,5@ aos 13 meses?

Os resultados extraordinários da Agropecuária Maragogipe (MS) em 2025 consolidaram o projeto como referência mundial em eficiência e genética.

O segredo para abater animais hiperprecoces com 23,5 arrobas aos 13 meses de idade e um rendimento de carcaça próximo a 60% reside em uma combinação rigorosa de seleção de fêmeas, tecnologia de ponta e um sistema de produção circular sustentável.

A fazenda encerrou o ano como a grande campeã dos abates da raça Angus e alcançou o primeiro lugar no Circuito Nelore de Qualidade (Brasil e Mercosul), reafirmando a força de seus 54 anos de evolução.

Confira:

O foco na matriz e a seleção genética

Diferente de muitos projetos que focam apenas nos reprodutores, a Agropecuária Maragogipe entende que o sucesso do animal hiperprecoce começa na barriga da vaca.

  • Seleção de fêmeas: há 25 anos, a fazenda realiza uma seleção rigorosa baseada no programa DeltaGen. Cada matriz é avaliada individualmente no curral todos os anos.
  • Acasalamento dirigido (PAD): as fêmeas são classificadas entre doadoras, matrizes de melhoramento ou para cruzamento industrial. Esse direcionamento otimiza a precocidade e a fertilidade de cada lote.
  • Disseminação genética: o impacto do projeto é nacional; cerca de 8% do sêmen Nelore (CEIP) vendido no Brasil tem origem na Maragogipe, que conta atualmente com 76 touros em centrais.

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Inovação tecnológica e ciclo sustentável

A fazenda une a tradição da inseminação artificial (realizada há 47 anos) com o que há de mais moderno na gestão de dados e recursos naturais:

  1. Gestão digital: o uso de Genômica, Inteligência Artificial e Business Intelligence (BI) permite decisões precisas sobre o desempenho de cada animal.
  2. Sustentabilidade circular: um dos segredos da lucratividade é o tratamento de dejetos do confinamento. Esse material é enriquecido e retorna como adubo orgânico para a agricultura e pastagens, reduzindo custos e impacto ambiental.
  3. Irrigação: o investimento em novos pivôs de irrigação garante a oferta de alimento de qualidade durante todo o ano, essencial para manter o crescimento acelerado dos animais.

Novos horizontes: A raça Boran

Sempre antecipando tendências, a Maragogipe iniciou um projeto com a raça Boran (Zebuíno de origem africana). O objetivo é utilizar essa genética para realizar um tricross sobre as fêmeas F1 (Angus x Nelore). A aposta busca elevar ainda mais a rusticidade e a eficiência em sistemas tropicais, mantendo o padrão de carcaça exigido pelos mercados globais.

Com o Brasil ultrapassando os Estados Unidos na produção total de carne em 2025, o desafio da Maragogipe para 2026 é buscar a paridade internacional de preços, elevando ainda mais o marmoreio e o acabamento de seus produtos premium.

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