Inteligência artificial acelera mudanças na pecuária e exige nova postura do produtor; saiba mais

Pecuária do futuro: como a inteligência artificial deve mudar a atividade no País

Bem-vindo à nova temporada do quadro “Dicas do Chaker” em 2026! O renomado consultor e mestre em zootecnia Antonio Chaker, fundador do Instituto Inttegra, inicia este ciclo de conteúdos com uma reflexão vital: o sucesso na fazenda não depende mais apenas do manejo tradicional, mas da agilidade em adotar a inteligência artificial e as novas tecnologias.

Em um mundo onde o conhecimento se torna obsoleto rapidamente, o pecuarista precisa evoluir de “executor” para “aprendedor profissional”.

Confira:

A aceleração exponencial: o mundo em meses

Chaker destaca que o intervalo entre as grandes inovações da humanidade encurtou drasticamente. Se no passado levavam-se séculos para uma mudança tecnológica, hoje a inteligência artificial e a sensorização transformam o mercado em intervalos de meses.

Previsões que antes eram para 20 anos agora se concretizam em menos de 10. A fazenda moderna já utiliza sensores que monitoram o peso do gado em tempo real e satélites que analisam a saúde das pastagens, gerando um volume de dados que só a inteligência artificial consegue processar com precisão.

A “data de validade” do conhecimento

Um dos pontos mais impactantes trazidos por Chaker é que o conhecimento profissional hoje dura, em média, apenas 5 anos. O exemplo clássico é a transição do toque retal para o ultrassom na veterinária. Quem não migrou para a nova tecnologia perdeu eficiência e mercado.

O produtor que confia apenas no que deu certo há uma década corre o risco de tornar sua operação obsoleta. A inteligência artificial exige que o gestor esteja “confortável no desconforto” de sempre aprender algo novo.

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A nova mentalidade do produtor

Para Antonio Chaker, a principal ferramenta de manejo em 2026 não é o laço ou o trator, mas a curiosidade intelectual. A nova postura do produtor exige:

  • Inclusão e tecnologia: aceitar processos automatizados e análises preditivas para otimizar o ganho médio diário (GMD) e a rentabilidade.
  • Gestão por dados: substituir o “olhômetro” por métricas precisas alimentadas por algoritmos de inteligência artificial que antecipam problemas sanitários ou quedas na qualidade do pasto.

Evolução tecnológica na fazenda

A pecuária passou de mudanças geracionais para mudanças mensais. O produtor que não acompanha esse ritmo perde competitividade.

  • Passado: comunicação via fax e rádio, gestão lenta e baseada em tradição.
  • Presente: IATF, smartphones e gestão baseada em dados reais.
  • Futuro: inteligência artificial onipresente, sensorização total e redes conectadas que permitem a gestão remota e preditiva.

“O que me trouxe até aqui não é a mesma coisa que vai me levar adiante”, reforça Antonio Chaker.

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