Fazenda Olhos d’Água se prepara para a seca; veja estratégias para o confinamento

Foto: Divulgação.

Nesta sexta-feira (24), o Giro do Boi retornou à Fazenda Olhos d’Água, em Aquidauana (MS), para conferir o planejamento estratégico da propriedade referência no Pantanal. Com a proximidade da estação seca, a fazenda intensifica seus preparativos para o confinamento, demonstrando que a eficiência na engorda depende de uma gestão 360º.

As estratégias envolvem desde a análise minuciosa de mercado futuro e compra antecipada de insumos até uma revisão rigorosa na estrutura física de cochos e bebedouros, garantindo que o rebanho mantenha o desempenho mesmo com a escassez de pastagens.

Confira:

Planejamento e gestão de risco para 2026

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Na Fazenda Olhos d’Água, o confinamento não é apenas uma decisão de manejo, mas uma operação financeira blindada contra as oscilações do mercado.

A propriedade já garantiu a aquisição de insumos (milho e núcleos) de forma antecipada, protegendo a margem de lucro contra altas sazonais. O uso de mercado futuro e boi a termo permite à fazenda estabelecer projeções claras de rendimento e rentabilidade antes mesmo de os animais entrarem no cocho.

A equipe dedica este período para “esticar cercas” e revisar bebedouros e aspersores, assegurando que nada interrompa o bem-estar e o consumo dos animais.

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O protocolo de adaptação: o segredo do GMD alto

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Para atingir metas ousadas de ganho de peso, a Olhos d’Água foca em um período de transição que minimiza o estresse ruminal e social do gado.

Os animais começam a receber dieta concentrada ainda no pasto (subindo de 1% para 2% do peso vivo) antes da entrada definitiva nas baias. Os grupos são formados por 110 a 120 machos com peso homogêneo (variação máxima de 30 kg), o que evita a dominância de cocho e garante que todos os animais atinjam o GMD projetado de 1,850 kg/dia.

O protocolo de entrada inclui vacinação completa contra clostridioses e doenças respiratórias, seguindo a máxima de que “prevenir é mais barato do que tratar”.

Confinamento vs. TIP: estratégias complementares

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A fazenda utiliza dois sistemas para otimizar a engorda, respeitando as características de cada categoria animal e a sustentabilidade do bioma Pantanal:

  • Confinamento intensivo (balaio): focado em machos Nelore e cruzados, com permanência de 80 a 90 dias e dieta baseada em milho reidratado para maior aproveitamento energético.
  • Terminação Intensiva a Pasto (TIP): estratégia para novilhas e bois pesados, utilizando suplementação estratégica (milho, DDG e casquinha) em uma lotação de cerca de 10 cabeças por hectare.
  • Incentivos fiscais: ao abater animais jovens (média 18 meses), a fazenda acessa bonificações da Cota Hilton e do programa Precoce MS, elevando o prêmio por arroba produzida.

O sucesso da Fazenda Olhos d’Água em 2026 reafirma que a tecnologia e o planejamento são as melhores defesas contra a seca. Ao aliar o conforto térmico (aspersores e coçadores) com uma gestão financeira rigorosa, a propriedade transforma o desafio climático em uma oportunidade de entrega de carne premium com rentabilidade travada.

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