Uso de colar em bezerros ajuda a melhorar manejo na maternidade; entenda o motivo

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A maternidade é um dos setores mais críticos da pecuária de cria, e a organização nos primeiros dias de vida é o que define o sucesso dos índices zootécnicos.

Um tutorial da consultoria BE.Animal destaca que o colar em bezerros recém-nascidos é uma técnica de bem-estar animal simples, barata e altamente eficaz para garantir a rastreabilidade e a segurança do rebanho logo após o parto.

Confira:

Por que utilizar o colar de identificação?

O uso do colar em bezerros resolve problemas logísticos imediatos no campo, garantindo que o manejo inicial seja preciso e livre de erros comuns.

  • Acasalamento perfeito: permite a identificação visual rápida de qual matriz pertence cada bezerro, facilitando o registro da árvore genealógica.
  • Segurança e resgate: caso um bezerro se perca da mãe no pasto, o colar possibilita o reagrupamento imediato através do número registrado na caderneta.
  • Manejo facilitado: minimiza o estresse e riscos de acidentes durante os cuidados essenciais, como a cura do umbigo e a pesagem.

Materiais e segurança: o elástico é obrigatório

A escolha do material é o ponto mais importante para garantir o bem-estar do animal e evitar fatalidades.

  • Elasticidade crucial: deve-se utilizar elástico cilíndrico de 3 milímetros (revestido de poliéster com interior de látex). A elasticidade deve ser de 110% a 200%.
  • Prevenção de acidentes: nunca utilize fios rígidos ou cordas. O elástico é vital porque, caso o bezerro se enrosque em cercas ou arbustos, o material cede ou arrebenta, evitando o enforcamento do animal.
  • Dimensões: para bezerros Nelore ou cruzados (pescoço médio de 47 cm), recomenda-se cortar 65 cm de elástico para que, após os nós, o colar pronto tenha cerca de 49 cm.

Montagem e aplicação passo a passo

A confecção do colar em bezerros pode ser feita previamente para agilizar o trabalho de campo:

  1. Dobre o elástico ao meio e insira a dobra pelo furo do brinco visual.
  2. Passe as pontas soltas pelo laço para prender o brinco.
  3. No pescoço do animal, utilize o nó azelha (nó simples de alça) para fechar, garantindo que não solte sozinho.

Prazo de uso e identificação permanente

O colar é uma solução provisória. O tutorial da BE.Animal enfatiza que ele deve ser utilizado por, no máximo, 5 dias. Após esse período, o animal deve receber a identificação definitiva, preferencialmente a tatuagem na orelha, que garante a rastreabilidade por toda a vida.

Mantenha um kit maternidade sempre à mão (na sela ou no veículo) com colares prontos. Registrar o número do brinco e da matriz no momento exato da cura do umbigo elimina o esquecimento e gera dados confiáveis para o seu programa de melhoramento genético.

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