A primeira quinzena do mês se consolida com o retorno da umidade em áreas estratégicas para a terminação de gado e a manutenção das pastagens no “coração” produtivo do Brasil. O destaque é o alívio térmico que acompanha as frentes de chuva, favorecendo diretamente o desempenho metabólico do rebanho.
Em Corumbá (MS), o cenário é de transição. O pecuarista ainda vai enfrentar dias de calor intenso com máximas de até 35°C. O alívio real só chega na segunda semana de fevereiro, quando os termômetros recuam para os 30°C.
A previsão por lá neste fim de semana é de chuvas isoladas, mas a água “engrossa” a partir da segunda semana, com previsão de 50 milímetros em apenas 5 dias. A umidade atual é considerada boa e será reforçada por um acumulado de 150 milímetros nos próximos 30 dias, o que garante a manutenção das vazantes e a qualidade do pasto nativo.
Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:
Vale do Araguaia: Nova Crixás (GO)
Na região de Nova Crixás, a lida exige atenção com o clima. A quinta-feira (5) será marcada por temporais e máxima de 29°C. A chuva persiste na sexta (6) e no sábado (7).
Isso manterá as temperaturas amenas (abaixo dos 30°C), o que é excelente para o bem-estar animal, reduzindo drasticamente o estresse térmico e favorecendo a ingestão de suplementação no cocho.
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Mapa de chuvas e tendências (próximos 10 dias)
O corredor de umidade continua ativo, redesenhando as prioridades de manejo no campo. No Sudeste e Centro-Oeste, a previsão é de chuvas volumosas, o que é fundamental para o enchimento de grãos das lavouras destinadas à silagem e para o vigor das braquiárias e panicuns.
No interior do Matopiba, a previsão é de ganho de ritmo nas chuvas. Por lá, a umidade finalmente se estabiliza, favorecendo o desenvolvimento dos bezerros de recria. Já Rondônia e Pará pode ter um aumento gradual dos volumes, o que auxilia na recuperação das pastagens que sofreram com o veranico anterior.
Orientação ao produtor
O clima da semana dita o ritmo das operações na porteira. Em Corumbá (MS), aproveite os últimos dias de sol e calor antes da chegada dos 50 milímetros para realizar reparos em cercas, pontes e currais. Assim que a chuva apertar, o operacional ficará mais lento.
Temporais frequentes significam lama. Redobre a atenção com a higiene dos currais e acessos aos cochos. Evite movimentar grandes lotes durante a chuva para prevenir acidentes com animais e colaboradores.
No Pará e Rondônia, o aumento das chuvas sinaliza a janela ideal para a última adubação de cobertura da safra. Com o solo úmido e as chuvas em ascensão, o aproveitamento do nitrogênio será máximo.
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