Chuva de 150 milímetros chega ao Sudeste; MT mantém umidade alta

Foto: Pixabay.

Na previsão do tempo desta quinta-feira (22), o cenário climático no Brasil continua sob o domínio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que mantém o corredor de umidade “travado” sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, garantindo pastos verdejantes, mas exigindo cautela na lida diária.

Na região de Lucas do Rio Verde (MT), as máximas estão amenas, na casa dos 27°C. No entanto, o calor deve apertar na primeira quinzena de fevereiro, com os termômetros ultrapassando os 30°C.

O regime é de chuvas típicas de verão, com médias de 15 a 20 milímetros por dia, o que garante uma excelente umidade do solo para os próximos 30 dias. Nos próximos dias, o volume de chuva será mais concentrado, o que pode dificultar o trânsito de máquinas e o manejo de animais no pasto.

Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:

Previsão regional: Altamira (PA) e corredor de chuva

A umidade da Amazônia continua descendo e alimentando o sistema. Em Altamira (PA), estão previstos temporais quinta e sexta-feira (23). O tempo só abre no final de semana, trazendo sol e máximas de 28°C.

No norte de MT, o regime de chuvas segue muito favorável, ideal para o desenvolvimento do capim no auge da safra das águas.

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Alerta de acumulados extremos (próximos 5 dias)

O Sudeste permanece como a área de maior risco para a infraestrutura das fazendas devido ao volume de água da ZCAS. No Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o volume esperado pode passar dos 150 milímetros, trazendo alto risco de encharcamento, erosão em pastagens e atoleiros em currais.

Orientação ao produtor

O manejo desta semana deve priorizar a conservação do solo e das instalações. Com mais de 150 milímetros previstos, evite procedimentos que exijam grandes deslocamentos ou permanência prolongada do gado em currais de terra. A lama excessiva é porta de entrada para doenças de casco.

Aproveite as janelas de sol entre as pancadas para realizar manutenções rápidas e urgentes, antes que o solo fique excessivamente pesado para o maquinário. Nas áreas de morro do Sudeste, a saturação do solo aumenta o risco de deslizamentos. Fique atento a rachaduras no terreno ou inclinação de cercas.

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