Chuva de até 80 milímetros no Paraná traz alívio ao pecuarista; Sul segue sob frio

Foto: Pixabay.

A previsão do tempo desta quarta-feira (29) traz o tão esperado alívio para o Sul do país, mas consolida o alerta de seca para o Brasil Central. O destaque é a “chuva salvadora” no Paraná, que chega no limite para garantir a safra, enquanto o Rio Grande do Sul entra em um regime de frio constante que desafia o metabolismo animal.

Em Umuarama (PR), no noroeste paranaense, o cenário é de recuperação estratégica. Nas próximas 48 horas, os acumulados podem atingir de 70 a 80 milímetros. Essa umidade é o “divisor de águas” para as lavouras de milho safrinha e para o vigor das pastagens que sofriam com a estiagem.

Por lá, as temperaturas sobem para 30°C nos próximos dias, favorecendo o crescimento vegetal com a terra úmida. O ar frio chega com força na segunda semana de maio, com mínimas abaixo dos 10°C. Garanta que as pastagens de inverno (aveia/azevém) aproveitem esta chuva para se estabelecerem antes do frio intenso.

Confira a previsão do tempo completa com o meteorologista Arthur Müller:

Alerta sanitário: Rio Grande do Sul e Santa Catarina

A massa de ar polar que trouxe a geada ontem (28) estacionou sobre a região. Pelos próximos 5 dias, as mínimas no RS ficam abaixo dos 10°C.

O estresse térmico por frio exige vigilância. Bezerros recém-desmamados e vacas de leite de alta produção são os mais vulneráveis a doenças respiratórias e perda de escore corporal.

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Brasil Central e Matopiba: início do período seco

O “corte de chuva” desenha o fim das águas de forma definitiva em várias frentes. Em Uberaba (MG), a previsão é de sol forte e máximas de 30°C. Sem previsão de chuva até a segunda semana de maio. A umidade do solo cairá drasticamente, acelerando a dessecação do capim.

No Matopiba e Pará, a tendência é de diminuição severa das chuvas. É o sinal claro para o início da suplementação de seca obrigatória. Já o Mato Grosso do Sul e o oeste de MT ainda recebem volumes moderados (20 a 30 milímetros) nos próximos 5 dias, o que ajuda na manutenção do pasto.

Orientação ao produtor

  1. Manejo hídrico no PR: aproveite os 80 milímetros para fazer a última adubação de cobertura nas pastagens. A umidade permitirá a absorção total dos nutrientes antes do frio de maio.
  2. Suplementação em MG e Matopiba: com o fim das águas, a proteína do capim despenca. Não espere o boi emagrecer para começar a suplementação nitrogenada (ureia). O planejamento feito agora evita o “efeito sanfona”.
  3. Conforto térmico no RS: animais em pasto precisam de quebra-ventos. O vento minuano associado à umidade residual da frente fria aumenta a sensação de frio, fazendo o gado queimar gordura apenas para se manter aquecido.

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