Água limpa no cocho é essencial para o bom desempenho do rebanho; saiba o motivo

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Muitas vezes negligenciada no planejamento nutricional, a água é, na verdade, o principal alimento do gado. Um animal chega a beber água cerca de cinco vezes ao dia, e qualquer barreira à ingestão desse líquido, como sujeira ou odor, reduz imediatamente o consumo de matéria seca.

Segundo o engenheiro agrônomo Wagner Pires, embaixador de conteúdo do Giro do Boi, a qualidade da água impacta diretamente no ganho de peso, na fertilidade das fêmeas e na saúde geral do rebanho.

O exemplo da Fazenda Imperial, em Ipixuna do Pará, reforça que o manejo de excelência dos bebedouros é o caminho para quem deseja “água com padrão de consumo humano” para o gado.

Confira:

Bebedouro artificial versus açude: a escolha da eficiência

Embora o uso de açudes e barreiros ainda seja comum em muitas propriedades no Brasil, a migração para bebedouros artificiais é um passo fundamental para a intensificação. No açude, o gado urina, defeca e revolve o barro. Essa lama se torna um foco perigoso de verminoses e doenças infectocontagiosas.

Já o bebedouro artificial permite o controle total da potabilidade. Apesar de exigir investimento em encanamento, boias e reservatórios, o retorno sobre o investimento vem rapidamente através de carcaças mais pesadas.

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O ritual da limpeza e o “segredo do cal”

Para manter a água limpa, não basta apenas completar o nível do cocho. É necessário um cronograma rígido de manutenção, como o demonstrado na Fazenda Imperial. A limpeza deve ocorrer a cada 15 ou 20 dias. Deixar o lodo acumular por meses compromete o pH da água e gera o crescimento de algas que podem ser tóxicas.

Além disso, é preciso esvaziar o cocho e esfregar vigorosamente o fundo e as paredes. O limo aderido serve de abrigo para bactérias prejudiciais ao rúmen.

Uma outra dica preciosa é o uso de cal hidratada. Além de ser um método barato para auxiliar na remoção da sujeira das paredes, o cal ajuda a regular o pH da água e atua como um agente bactericida suave.

Dedicação que se transforma em lucro

A gestão da água exige mão de obra dedicada. Na Fazenda Imperial, o colaborador Erinaldo mantém uma rotina de lavar quatro bebedouros por dia, dedicando cerca de duas horas para cada unidade de grande volume.

Essa dedicação resulta em animais que bebem mais, comem mais e apresentam menos incidência de doenças. A regra de ouro de Wagner Pires é simples: “Se você não tem coragem de beber a água que está no cocho do seu gado, por que eles teriam?”. Água barrenta ou com lodo trava o desempenho do seu negócio e “expulsa” o gado do bebedouro.

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