Nesta sexta-feira (1º), o Giro do Boi destacou a importância da cooperação técnica internacional para a evolução da produtividade no Brasil. Através do projeto “Gente do Agro”, organizado pela CAEP Brasil, uma comitiva de produtores e especialistas brasileiros embarcará em julho para os Estados Unidos.
O objetivo é fortalecer a ponte de conhecimento entre os dois países, visitando a Universidade de Missouri — um dos maiores centros de pesquisa de cria do mundo — e fazendas referência, provando que a troca de experiências é o motor para o Brasil produzir cada vez mais alimento com eficiência.
Confira:
O foco na eficiência de cria

A expedição técnica mira no “gargalo” da pecuária nacional: a fase de cria. Os idealizadores do projeto, a especialista em gestão de pessoas Jack Lubaski e o médico veterinário Rogério Peres, ressaltam que o Brasil tem um potencial gigantesco a ser explorado através da tecnologia aplicada.
Enquanto a média no Brasil oscila entre 150 e 180 kg, o grupo visitará propriedades nos EUA que desmamam bezerros aos 7 meses com impressionantes 340 kg. A mentoria será do professor brasileiro Thiago Martins, facilitando a adaptação de técnicas de IATF, genômica e inteligência artificial para a realidade das pastagens tropicais brasileiras.
A comitiva presenciará um dos maiores leilões de gado de cria do planeta, observando como o mercado americano valoriza a genética e a padronização.
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Gestão de pessoas e o modelo multitarefa
Um dos pontos mais relevantes do intercâmbio é a visão sobre a mão de obra. Jack Lubaski destaca que o Brasil pode aprender muito com a funcionalidade dos processos americanos.
Nos EUA, a mão de obra escassa e cara exige que proprietários e técnicos sejam multitarefa, operando desde a limpeza de baias até laboratórios de alta tecnologia. O intercâmbio permite observar como famílias americanas mantêm os jovens no campo em propriedades menores, mas altamente rentáveis — um desafio que o Brasil também enfrenta na sucessão rural.
‘Abrasileirar’ a tecnologia
Rogério Peres enfatiza que o intercâmbio não busca a cópia fiel, mas a adaptação estratégica. O conhecimento adquirido serve para que o produtor do Brasil saiba filtrar o que gera lucro em solo tropical.
Técnicas de feno e suplementação de inverno nos EUA já inspiraram mudanças no manejo de seca no Brasil. O uso de detectores automáticos de nutrição e monitoramento de saúde ajuda a identificar precocemente falhas produtivas que drenam a rentabilidade.
A viagem, com saída prevista para 04 de julho, é uma oportunidade ímpar para quem deseja “beber da fonte” da tecnologia mundial. Como destacaram os convidados, o intercâmbio reforça que o Brasil já é um gigante na produção, mas a sintonia fina com a ciência americana pode elevar nossa pecuária a um patamar de rentabilidade ainda não visto.
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