Nesta sexta-feira (15), o Giro do Boi trouxe uma análise estratégica sobre a viabilidade econômica da TIP (Terminação Intensiva a Pasto) com o pecuarista e consultor Rogério Goulart.
Para o especialista, a TIP consolidou-se como o sistema de engorda que melhor representa a pecuária nacional por ser plural, democrático e adaptável. Em um mercado marcado pela volatilidade, Goulart destaca que o sistema permite ao produtor de qualquer escala ter a eficiência de um grande confinamento, desde que a gestão “da porteira para fora” seja tão precisa quanto o manejo nutricional.
Confira:
A democracia e flexibilidade da TIP
O título da análise reforça que a TIP é a ferramenta mais democrática da pecuária contemporânea, permitindo que a tecnologia de ponta chegue a todas as propriedades.
O sistema permite que o pequeno produtor, com lotes de 20 cabeças, entregue um acabamento de carcaça idêntico ao de grandes operações industriais, sem a necessidade de investimentos milionários em estruturas fixas de confinamento.
A TIP é “a cara do Brasil” porque permite engordar animais leves ou pesados, acelerar ou alongar o trato conforme a variação do preço dos insumos (milho/sorgo) e a disponibilidade de pasto.
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Reposição e o cálculo da margem
Rogério Goulart alerta que o sucesso na TIP começa meses antes do animal entrar no cocho. A reposição é o momento crítico onde se define a viabilidade do lucro. A reposição deve ser encarada com a mesma seriedade de um grande investimento imobiliário. Não se decide um lote em dez minutos. É preciso calcular se o valor pago “cabe” no preço futuro da arroba.
Não existe o melhor animal absoluto, mas sim aquele que apresenta a melhor relação entre o custo de aquisição e o potencial de ganho de peso (GMD) dentro da estratégia financeira da fazenda.
O tripé da gestão profissional em 2026
Com as margens cada vez mais apertadas, o consultor lista três indicadores que o pecuarista deve dominar para não atuar no amadorismo:
- Custo mensal por cabeça: saber o valor exato (reais/mês) consumido por animal, somando insumos e operacional.
- Previsibilidade de abate: cruzar o peso de entrada com o GMD medido para saber exatamente quando o gado estará pronto, garantindo contratos de fornecimento mais vantajosos com a indústria.
- Hedge e proteção: o recado é claro: “Trave o seu custo de produção e não o deixe aberto”.
A TIP é o caminho para a rentabilidade sustentável no Brasil, mas exige que o produtor trate o custo e a venda com o mesmo carinho que trata o gado. O lucro na pecuária moderna nasce da união entre o capricho técnico no pasto e a inteligência financeira no escritório.
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