Nesta terça-feira (12), o Giro do Boi celebrou 12 anos de história no Canal Rural. Para marcar a data, o programa recebeu um de seus idealizadores, o zootecnista Eduardo Kristán Pedroso, diretor executivo de originação da Friboi.
Em uma análise profunda sobre o setor, Pedroso afirmou que o Brasil vive um momento sem precedentes e que as próximas duas décadas reservam o auge da pecuária nacional.
Segundo ele, o país deixou de ser apenas um competidor para se tornar a solução definitiva para o déficit global de proteína, unindo transparência industrial, salto tecnológico e sustentabilidade.
Confira a entrevista completa:
Geopolítica e o protagonismo do Brasil
O cenário internacional nunca foi tão favorável para a pecuária brasileira. Eduardo Pedroso destaca que o Brasil agora joga no tabuleiro mundial com as cartas da reputação e da necessidade global.
Enquanto os EUA e a Europa enfrentam os menores rebanhos das últimas décadas, o Brasil ultrapassou a marca de 12 milhões de toneladas de carne produzidas.
Em fóruns internacionais, como a Gulfood em Dubai, a narrativa mudou. O Brasil não é mais visto como um concorrente a ser combatido, mas como a única nação capaz de suprir a demanda de países onde “quem tem dinheiro, não encontra produto”.
Como exemplo da força nacional, se o estado do Mato Grosso fosse um país, ele deteria o 4º maior rebanho comercial do mundo.

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A evolução da “faca e balança” à carne premium
Nos últimos 12 anos, a comunicação aproximou o pecuarista da indústria, transformando o “boi comum” em um produto de alto valor agregado. Ferramentas de pesagem auditáveis, romaneios explicativos e o aplicativo Friboi Pecuarista eliminaram os ruídos sobre o rendimento de carcaça.
Em 2014, a média era de animais de 4 anos com 17 arrobas. Em 2026, o padrão é de bois jovens (menos de 30 meses) atingindo entre 21 e 24 arrobas, com acabamento excepcional.
Protocolos como o 1953 e Friboi Black premiam o capricho do produtor, transformando a produção em um sistema de “gado sob encomenda” para mercados sofisticados.

O desafio da próxima década: paridade de preços
O grande objetivo para os próximos 15 a 20 anos é converter a excelência sanitária e ambiental em valorização financeira direta no bolso do produtor.
A missão agora é a paridade internacional. O boi brasileiro ainda é um dos mais baratos do mundo, e a meta é que o mercado global pague o prêmio merecido pela nossa carne sustentável.
A fazenda do futuro será uma empresa de alta gestão, onde cada um dos quase 400 indicadores zootécnicos será monitorado para garantir a máxima eficiência por hectare.
A pecuária brasileira é um agente da paz mundial. Ao dobrar o rebanho em 40 anos sem expandir a área ocupada, o país provou que a ciência e a tecnologia permitem alimentar o mundo e preservar o planeta simultaneamente. “Onde não tem fome, não tem guerra”, resume Pedroso, sinalizando que os anos de ouro do produtor brasileiro estão apenas começando.
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