Nesta terça-feira (12), durante as celebrações de 12 anos do Giro do Boi, o zootecnista Eduardo Pedroso, diretor de originação da Friboi, revelou o próximo grande salto tecnológico para a produção de carne premium no país: o Movimento Black Stone.
Inspirado no rigoroso sistema de classificação norte-americano (USDA), o projeto utiliza tecnologia de visão computacional para padronizar as carcaças brasileiras, permitindo que o Brasil deixe de exportar apenas commodities para enviar contêineres de altíssimo valor agregado aos mercados mais exigentes do planeta.
Confira:
O que é o movimento Black Stone?
Diferente de uma marca comercial, o Black Stone é um movimento de padronização industrial que traz a ciência de dados para dentro do frigorífico, eliminando a subjetividade humana na avaliação.
O sistema utiliza câmeras de alta precisão, homologadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), para medir automaticamente o marmoreio e a gordura.
As carcaças são classificadas por Yield Grade (rendimento de cortes) e Quality Grade (qualidade intrínseca), replicando os selos de excelência americanos (Choice, Select, etc.).
O objetivo é garantir que o produto dentro da caixa tenha um padrão idêntico e constante, essencial para conquistar a confiança de compradores internacionais de luxo.

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Expansão para gigantes: de Mozarlândia para o mundo
Após um ano de testes sigilosos com 150 parceiros no Mato Grosso, o modelo de carne premium ganha escala industrial sem precedentes. O sistema Black Stone será instalado em seis das maiores plantas da Friboi, incluindo a unidade de Mozarlândia (GO), o maior frigorífico do Brasil.
O sistema irá potencializar o Protocolo 1953 (cruzamento Angus), mas também aplicará critérios rígidos para o Nelore de alta qualidade. A meta é a padronização em massa. Para formar um único contêiner premium, é necessária a seleção rigorosa de cerca de 500 animais com o mesmo perfil biológico.

O desafio da paridade de preços
Eduardo Pedroso enfatizou que a tecnologia é a chave para que o pecuarista brasileiro receba o valor justo pela qualidade que produz. Ao medir objetivamente o que é entregue no gancho, a indústria pode remunerar melhor o produtor que investe em genética e nutrição intensiva.
Com a comprovação técnica da qualidade, o Brasil caminha para a paridade internacional de preços, saindo da prateleira de carne de baixo custo para ocupar o topo do mercado mundial.
O Brasil vive um “momento mágico” onde o potencial das fazendas finalmente encontra a precisão da tecnologia industrial. O pecuarista agora tem a ferramenta definitiva para provar que produz a melhor carne do mundo. É a transição definitiva da pecuária de volume para a pecuária de valor.
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