No encerramento da edição especial de 12 anos do Giro do Boi, nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, o diretor executivo Eduardo Pedroso consolidou uma visão clara: o mercado da carne brasileira atingiu um ponto sem volta, onde o valor agregado é o único caminho para a prosperidade.
A nova era da pecuária nacional será regida por dados objetivos, transparência absoluta no gancho e parcerias estratégicas que visam colocar o Brasil no topo da paridade internacional de preços.
Confira:
Movimento Black Stone: o próximo nível da qualidade
A grande novidade para os próximos anos é a evolução do Protocolo 1953 através do movimento Black Stone. Este sistema representa a maturidade da indústria ao introduzir critérios científicos na avaliação do produto final.
Além da tradicional avaliação de carcaça quente, o Black Stone utiliza câmeras e softwares para realizar medições precisas na carcaça fria. Essa tecnologia permite uma segregação estratégica, destinando cada corte para a prateleira correta dentro da categoria Premium. Isso garante que a carne com maior marmoreio e acabamento encontre o mercado que melhor a remunera.
O pecuarista deixa de trabalhar “no escuro” e passa a receber dados técnicos detalhados, permitindo ajustes finos na genética e nutrição para o próximo ciclo.
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O fim do distanciamento: parcerias longevas
A transparência é o alicerce para parcerias duradouras entre quem produz e quem processa. Eduardo Pedroso enfatiza que o distanciamento entre os elos da cadeia é coisa do passado.
A valorização da carne brasileira depende de um planejamento conjunto. A indústria e o produtor devem atuar como parceiros estratégicos, e não apenas em uma relação de compra e venda transacional.
O setor está em constante evolução. Estar aberto a novos caminhos e tecnologias é o que permitirá ao pecuarista acessar o novo patamar de preços que o mercado global sinaliza para quem entrega previsibilidade.

Perspectivas para a próxima década
A mudança de patamar do mercado da carne pode ser resumida na transição do volume para o valor. O foco deixa de ser apenas a exportação de grandes quantidades e passa a ser a ocupação de nichos premium internacionais.
A remuneração, que antes se baseava majoritariamente em peso e dentição, agora caminha para ser baseada no rendimento real e na qualidade intrínseca (Grade).
O investimento em qualidade não é mais um “capricho”, é uma necessidade de mercado. A estrada para a paridade internacional de preços está sendo pavimentada pela união entre indústria e produtor. “Isso não é mais sonho, já é realidade”, celebra o diretor, reforçando que a era da transparência chegou para ficar e recompensar quem produz com excelência.
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