Frio avança no Sul com risco de geada; Centro-Oeste espera chuva estratégica

Foto: Divulgação.

O destaque da previsão do tempo desta segunda-feira (27) é o início do embate definitivo entre o outono e o inverno. O “bloqueio de calor” que castigou o Brasil Central nas últimas semanas finalmente começa a rachar, abrindo caminho para chuvas estratégicas, enquanto o Sul lida com o primeiro aviso sério de geada da temporada.

Em Campos Novos (SC), no meio-oeste catarinense, o foco é o “casamento” entre frio e umidade. No início desta semana, as mínimas despencam para 6°C a 7°C.

O acumulado de 30 dias é excelente (150 a 170 milímetros). Essa chuva é o combustível necessário para o estabelecimento do azevém e da aveia, garantindo que o gado tenha comida de qualidade no inverno. Com o solo úmido e as temperaturas baixas, monitore o aparecimento de doenças de casco.

Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:

Alerta crítico: risco de geada no Rio Grande do Sul

Atenção redobrada na Fronteira Oeste e Campanha Gaúcha. Há risco real de geada nas áreas de fronteira com o Uruguai, com mínimas entre 3°C e 5°C.

Evite manejos estressantes (castração ou vacinação) nos dias de pico do frio. O vento gelado associado à umidade é o gatilho perfeito para surtos de doenças respiratórias em bezerros desmamados.

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Sudeste e Centro-Oeste (Triângulo Mineiro e interior de SP)

O “forno” começa a desligar, mas a transição é lenta:

  • Triângulo Mineiro: o veranico persiste com máximas de 31°C. A chuva de alento deve chegar apenas na segunda semana de maio. Até lá, o risco de incêndios em pastos vedados continua alto.
  • Chuvas estratégicas: no Paraná, interior de SP e Mato Grosso do Sul, a previsão de 20 a 30 milímetros para os próximos 5 dias vale “ouro”. Essa umidade é o que vai segurar o vigor do milho safrinha e do capim antes da seca total de junho.

Orientação ao produtor

  1. Implantar para colher no Sul: em Santa Catarina, o cenário para as forrageiras de inverno é o melhor dos últimos anos. Não perca o timing da adubação de cobertura no azevém.
  2. Suplementação em Minas: no Triângulo Mineiro, não conte com a chuva agora. Mantenha a suplementação nitrogenada (ureia) em dia para que o gado consiga aproveitar a fibra do capim que vai secar rapidamente.
  3. Adubação no MS: no Mato Grosso do Sul, aproveite os 30 mm previstos para fazer os últimos ajustes de adubação de final de águas. O nitrogênio aplicado com essa umidade será a reserva do boi para os meses de junho e julho.

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