Sul pode ter mais de 100 milímetros de chuva; Mato Grosso se prepara para a seca

Fotos: Pixabay.

A previsão do tempo desta sexta-feira (24) sinaliza a mudança de chave no calendário produtivo. O tão falado bloqueio de calor está com os dias contados: uma frente fria expressiva sobe do Sul, trazendo o alívio das chuvas para o Centro-Oeste e, logo na sequência, o “puxão” no termômetro que abre as portas para o outono de verdade.

Na região de Cáceres (MT), o cronômetro da suplementação de seca já começou a rodar. Entre os dias 25 e 30 de abril, a frente fria trará o último pulso significativo de umidade (20 a 30 milímetros). É o “fôlego final” para o capim.

Fique atento à segunda quinzena de maio. O ar polar deve avançar com força, derrubando as mínimas para menos de 15°C. Use essa umidade da semana que vem para assentar a poeira e finalizar qualquer reforma de pasto. Depois disso, o tempo seco de maio será implacável.

Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:

Alerta de risco: Campos Novos (SC) e região Sul

O tempo muda de forma drástica a partir deste domingo (26). A tranquilidade dá lugar ao alerta. Santa Catarina e o interior gaúcho enfrentam uma frente fria severa. Estão previstos mais de 100 milímetros em apenas 5 dias.

Logo após a chuva, o ar frio derruba as máximas. Evite manejos estressantes (castração ou descorna) sob chuva e vento frio; o risco de pneumonia em bezerros dispara.

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Invernada persistente no Pará

O “Arco Norte” não dá trégua e continua operando sob solo saturado. No Centro-Norte do Pará, os acumulados ultrapassam os 100 milímetros em 5 dias. O pasto está em vigor total, mas as estradas internas e pontes podem ceder. Verifique os acessos antes de programar o embarque de lotes para o frigorífico.

Orientação ao produtor

  1. Manejo em Cáceres (MT): aproveite a chuva da próxima semana para realizar a última adubação de final de águas. O nitrogênio aplicado agora será estocado pela planta para a rebrota na seca.
  2. Refúgio no Sul: com a chegada do ar polar após a chuvarada, garanta que os animais tenham áreas de refúgio (bosques ou quebra-ventos). O estresse térmico por frio gasta energia do boi que deveria ser usada para ganhar peso.
  3. Rodízio no Pará: com chuvas acima de 100 milímetros, o rodízio de pastagens deve ser rigoroso. Evite deixar o gado muito tempo no mesmo piquete para não causar a compactação do solo e o “lamaçal” que favorece frieiras.

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