O novo episódio do quadro “Dicas do Scoton” trouxe um tema vital para a pecuária intensiva: a eficiência no manejo de cocho. O zootecnista e consultor Maurício Scoton alertou que, em um ano de recorde no número de reses confinadas, o lucro do pecuarista está escondido nos detalhes da rotina.
O conceito de “cocho lambido e boi deitado” não é apenas uma frase de efeito, mas o principal indicador visual de que a dieta está sendo convertida em arrobas, e não em desperdício financeiro.
Confira:
O mantra da eficiência: ‘cocho lambido e boi deitado’
Para Scoton, a observação do comportamento animal e a leitura correta do que sobra no cocho são as ferramentas mais baratas e eficazes para garantir a rentabilidade do confinamento:
- Cocho lambido: indica que os animais consumiram toda a oferta, deixando o espaço limpo para a próxima refeição. Isso evita que a comida antiga fermente ou oxide, o que reduziria a palatabilidade e o consumo posterior.
- Boi deitado: é o sinal supremo de bem-estar e saciedade. O animal deitado está ruminando, o que significa que ele está transformando a dieta em carcaça. Se o confinamento apresenta gado em pé, berrando ou impaciente na linha de cocho, é sinal de fome e falha no trato.
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A matemática do desperdício invisível
O consultor apresentou números que impressionam e mostram como a falta de ajuste fino pode “derreter” a margem do produtor. No exemplo de um lote de 100 animais:
- Ajuste de manejo: reduzir a sobra diária de 930 kg para 270 kg gera uma economia de 660 kg de comida por dia.
- Impacto no bolso: com a dieta custando R$ 0,79/kg, a economia é de R$ 521,40 diários.
- Resultado final: em um ciclo de 110 dias, a economia chega a R$ 57 mil para apenas 100 bois. Em escala de 5.000 cabeças, o prejuízo por sobras mal geridas pode ultrapassar R$ 2,8 milhões por ano.
A mensagem central é clara: sobra de comida no cocho não vira ganho de peso, vira custo direto. O confinamento moderno exige que a equipe de ronda seja treinada para identificar o ponto exato da saciedade. Se você não pesa o que sobra antes de colocar o novo trato, está operando às cegas e deixando sua margem de lucro “apodrecer” ao relento.
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