O agronegócio do estado de São Paulo encerrou 2024 com 4,34 milhões de pessoas ocupadas, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Cepea/Esalq-USP. O total representa 17,2% da população ocupada do estado e 15,3% do contingente do agronegócio no país.
O número de trabalhadores cresceu 0,3% em relação a 2023.
Agroindústria registra alta no emprego
Entre os segmentos do setor, a agroindústria foi a única a apresentar crescimento no número de ocupados, com alta de 9,2% e acréscimo de 91.450 pessoas.
Segundo o diretor do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Roberto Betancourt, “esse montante foi capaz de mais do que compensar as perdas ocorridas nos demais segmentos e gerar um saldo positivo de 11.395 pessoas ocupadas no agregado do agronegócio do estado”.
O avanço foi puxado por atividades como massas, móveis de madeira, têxteis de base natural, abate de animais e bebidas.
Demais segmentos registram queda
O segmento de agrosserviços apresentou retração de 2,3% e perda de 51.523 postos de trabalho, com impacto das áreas de comércio e transporte.
No segmento de insumos, a queda foi de 1,7%, com redução de 2.129 trabalhadores. Máquinas agrícolas e fertilizantes registraram as principais retrações, enquanto a produção de rações cresceu.
Já o segmento primário teve redução de 3,9%, com diminuição de 26.403 pessoas ocupadas. Cana-de-açúcar, horticultura e soja concentraram as maiores quedas. Houve aumento em atividades como pesca, aquicultura, sementes e mudas, uva e flores.
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Serviços lideram participação
Os agrosserviços concentraram 51% da população ocupada do agronegócio paulista, com 2,23 milhões de trabalhadores. A agroindústria respondeu por 25%, seguida pelo segmento primário, com 15%, e insumos, com 3%.
Os dados indicam maior participação de atividades fora da porteira no estado, em contraste com o cenário nacional.
Formalização supera média nacional
O estudo aponta que 55% dos trabalhadores do agronegócio paulista têm carteira assinada. A taxa de formalização do setor permanece acima de 80%.
“Esse comportamento indica que o grau de formalização do trabalho no agronegócio paulista tem se mantido pouco superior aos 80% ao longo dos anos analisados”, afirma Betancourt.
No Brasil, a formalização no agronegócio é de cerca de 67%.
Escolaridade cresce entre trabalhadores
O levantamento indica redução no número de trabalhadores sem instrução e com ensino fundamental. Ao mesmo tempo, houve aumento das pessoas com ensino médio e superior.
“Essa redução das categorias de menores níveis de instrução está associada ao aumento absoluto e relativo do número de pessoas ocupadas com maiores graus de escolaridade”, diz Betancourt.
O ensino médio representa 49% da população ocupada, enquanto o nível superior chegou a 27% em 2024.
Participação feminina avança
O número de mulheres ocupadas no agronegócio paulista cresceu 1,6% entre 2023 e 2024, enquanto a população masculina recuou 0,6%.
“A inclusão de mulheres no mercado de trabalho no agronegócio paulista é um fenômeno contínuo”, afirma Betancourt.
Segundo o estudo, o avanço está relacionado à maior presença feminina em atividades fora da porteira, como agroindústria e serviços.
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