Centro-Oeste e Sudeste entram em alerta com calor e risco de incêndios

Foto: Reprodução.

Na previsão do tempo desta sexta-feira (17), o alerta é para a biosseguridade e o bem-estar animal. O Brasil vive hoje um cenário de contrastes extremos: enquanto o Norte ainda lida com o excesso de lama, o Centro-Oeste e o Sudeste enfrentam um “veranico” agressivo que antecipa os desafios da seca e eleva o risco de prejuízos com fogo.

Em Várzea Grande (MT), na região metropolitana de Cuiabá, o calor será o adversário número um nas próximas semanas. As máximas devem subir bruscamente, atingindo marcas entre 36°C e 37°C até o final de abril.

Esperam-se apenas pancadas passageiras e irregulares. Um último alento de umidade (20 a 30 milímetros) é previsto apenas para o início de maio. Com a umidade do ar em queda e o calor extremo, o gado gasta mais energia para manter a temperatura corporal, o que pode frear o ganho de peso.

Confira a previsão do tempo com o meteorologista Arthur Müller:

Alerta de risco: Sudeste e Triângulo Mineiro

Atenção total às divisas e pastagens vedadas. O tempo seco e quente cria o cenário ideal para desastres. Regiões como Barretos (SP) e o Triângulo Mineiro terão máximas de 35°C, acelerando a dessecação do capim.

É hora de revisar e reforçar os aceiros em volta das pastagens e reservas. Qualquer faísca pode consumir meses de planejamento forrageiro. Evite qualquer tipo de queima controlada ou limpeza de área com fogo. O vento e a baixa umidade tornam o controle quase impossível.

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Invernada persistente no Norte

Enquanto o Centro-Sul “esturrica”, o Pará continua sob o domínio da ZCIT. A previsão é de 100 a 150 mm de chuva para os próximos cinco dias. O pasto segue com vigor máximo, ideal para quem está na RIP (Recria Intensiva a Pasto), mas a logística de transporte continua lenta devido ao solo saturado.

Orientação ao produtor

  1. Logística de água: em MT e no Sudeste, o consumo hídrico do gado dispara. Um animal adulto pode beber mais de 50 litros/dia sob esse calor. Verifique se a vazão dos bebedouros é suficiente para que o gado não se aglomere e passe sede.
  2. Suplementação aditivada: para quem está suplementando no Sudeste, consulte seu nutricionista sobre o uso de aditivos que auxiliem na regulação da temperatura interna e controle do estresse oxidativo.
  3. Higiene de casco no Norte: no Pará, a umidade excessiva amolece os cascos. Se possível, rotacione o gado para áreas mais altas e menos encharcadas para prevenir o aparecimento de pododermatites.

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