Limousin: veja estratégias de suplementação para fêmeas em áreas de pasto rapado

Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Nesta quinta-feira (16), o Giro do Boi trouxe uma consultoria técnica vital para a médica veterinária Claudia Bruch. O zootecnista Tiago Felipini respondeu ao desafio de recuperar o escore corporal de fêmeas da raça Limousin em propriedades onde o pasto já se encontra totalmente “raspado”.

Com a chegada do outono e a perda de qualidade das forrageiras, a suplementação deixa de ser um extra e passa a ser a base da sobrevivência e produtividade do rebanho, exigindo uma mudança estratégica no manejo nutricional.

Confira:

O cenário de crise: pasto ruim ou escasso

Quando a oferta de capim é baixa, o zootecnista alerta que a ração precisa assumir o papel principal através do chamado efeito substitutivo. Para animais da raça Limousin, conhecidos pela excelente carcaça e exigência nutricional, o manejo deve ser rigoroso.

  • Estratégia de choque: em áreas de pasto rapado, a suplementação deve ser acima de 1% do Peso Vivo (PV).
  • Exemplo prático: para uma novilha de 300 kg, o trato deve ser de no mínimo 3 kg de ração por dia.
  • Objetivo: compensar a falta total de forragem para evitar que a vaca “derreta” (perca massa muscular e gordura), garantindo a manutenção do escore para a reprodução ou abate.

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A alternativa: pasto razoável com suplementação de ganho

Caso o produtor ainda disponha de alguma massa de capim verde, a estratégia muda para a potencialização, similar à Recria Intensiva a Pasto (RIP).

  • Dosagem: suplementação de 0,5% do Peso Vivo (PV).
  • Composição: utilização de ração proteico-energética com 18% a 20% de Proteína Bruta e 60% a 70% de NDT (energia).
  • Resultado: o foco aqui é o ganho de peso acelerado, aproveitando a fibra que o pasto ainda oferece.

A dica de ouro: água limpa é o gatilho do ganho

Tiago Felipini ressalta que investir em suplementação de alta qualidade no Limousin é inútil se a água for negligenciada. O consumo de matéria seca é diretamente ligado à ingestão de água.

Se o bebedor estiver sujo ou a água for barrenta, o animal bebe menos e, consequentemente, come menos ração. A limpeza frequente dos bebedores é o primeiro passo antes de colocar qualquer grama de ração no cocho.

Para a raça Limousin, o segredo é o monitoramento constante do escore corporal. Se as costelas começarem a aparecer, a dose deve ser aumentada imediatamente. Ração no cocho com gado sem acesso a água limpa é desperdício de recurso. Equilibre o consumo de concentrado com a realidade da sua pastagem para garantir que o investimento retorne em quilos de carne e fertilidade.

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