Sul tem risco de geada e Norte segue sob chuvas intensas

Foto: Pixabay.

A previsão do tempo desta segunda-feira (13) tem como destaque o início das mudanças mais severas do outono. Enquanto o Sul do Brasil liga o sinal de alerta para o primeiro frio rigoroso da temporada, o Centro-Norte e o Nordeste enfrentam o desafio de manejar o rebanho sob a persistência de chuvas volumosas.

Em Urupema (SC), atenção redobrada para os pecuaristas e fruticultores. O gráfico de temperatura indica que o frio vai apertar na virada de abril para maio. É fundamental preparar os abrigos para os bezerros recém-nascidos e lotes de desmama, pois as mínimas estarão em queda acentuada.

Por lá, as chuvas retornam com força no final do mês. Entre os dias 28 e 29 de abril, espera-se um pico que ultrapassa os 20 milímetros.

Apesar desse pico isolado, as chuvas estão mal distribuídas ao longo de abril. A umidade do solo pode ser insuficiente para o estabelecimento ideal das pastagens de inverno (azevém e aveia) se o produtor não tiver cuidado com o manejo de palhada e conservação de água no solo.

Confira a previsão do tempo com João Nogueira:

Nas regiões Centro-Norte e Nordeste, a umidade continua concentrada entre 13 e 17 de abril. Amazonas e Pará seguem com solo saturado. O pasto está em plena oferta, mas a lama exige atenção à sanidade de cascos.

Já no Nordeste, a ZCIT traz precipitações pesadas para o Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O excesso de água exige planejamento antecipado para o embarque de gado. Evite forçar caminhões pesados em estradas internas saturadas para não criar atoleiros que travem a logística da fazenda por semanas.

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Mapa de acumulados críticos (13 a 17 de abril)

O Brasil se divide entre o resfriamento ao Sul e a invernada ao Norte:

Região Fenômeno dominante Impacto na pecuária
Urupema (SC) Frio e chuva irregular Risco de geada; monitorar sanidade respiratória do gado
Norte do País Chuva volumosa (ZCIT) Pastagens vigorosas, mas atenção extrema à lama
Nordeste (Arco) Precipitação elevada Manutenção da umidade para as forrageiras de outono
Brasil Central Tempo mais seco Janela ideal para manejo de curral, vacinações e cercas

Orientação ao produtor

  1. Proteção térmica em SC: em Urupema e região, o foco deve ser a proteção contra o frio. Como a chuva está irregular, o capim nativo começa a perder qualidade nutricional mais rápido. Monitore o escore corporal, pois o gado gasta mais energia para se aquecer e pode perder peso se não houver suplementação estratégica.
  2. Suplementação sob chuva: no Norte e Nordeste, o manejo de cocho é o grande gargalo. Garanta que os saleiros de mineralização estejam bem cobertos e com as bordas limpas. O acúmulo de água no sal causa desperdício financeiro e reduz o consumo necessário para o ganho de peso.
  3. Manejo de solo: no Sul, com a previsão de chuvas mal distribuídas, evite o superpastejo. Deixar o solo “rapado” nesta época expõe as raízes às geadas que virão em maio, comprometendo a rebrota na primavera.

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