Bahia tem janela de manejo e MS registra alívio térmico; confira a previsão

A previsão do tempo desta quarta-feira (25) é focada em transição e oportunidade. Com o afastamento do ciclone extratropical para o oceano, o cenário climático no Centro-Sul começa a se estabilizar, enquanto o “corredor de umidade” no Norte e a irregularidade estratégica na Bahia ditam o ritmo do manejo de pastagens e da infraestrutura.

Na região de Rio do Pires, no sudoeste baiano, o outono chega com clima de montanha. Os próximos 30 dias serão de temperaturas muito agradáveis para o gado, oscilando entre 18°C e 26°C.

Por lá, até o início de abril, as chuvas serão irregulares e de caráter agrícola (cerca de 50 milímetros no período). Isso permite que a lida siga sem atoleiros: excelente para reforma de cercas e limpeza de pastos. O volume aumenta na segunda semana do mês, e o acumulado mensal deve ultrapassar os 100 milímetros.

Com as noites mais frescas (18°C), o animal gasta mais energia para manter a temperatura corporal. Monitore o escore; pode ser hora de ajustar o aporte proteico-energético.

Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:

Em Mato Grosso do Sul, uma transição importante em São Gabriel do Oeste. Quarta e quinta (26) ainda há risco de temporais isolados devido à umidade remanescente da frente fria.

A partir de sexta-feira (27) o tempo firma. O destaque é o alívio térmico: as máximas não passam dos 30°C, o que é “música para os ouvidos” do gado em terminação, favorecendo o Ganho Médio Diário (GMD).

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Mapa de acumulados críticos (próximos 5 dias)

O “vazio” de chuvas em algumas áreas contrasta com a invernada pesada na fronteira agrícola:

  • Oeste de MT e Rondônia: volumes superiores a 80 milímetros. Atenção total: chuva muito concentrada em curto prazo. Monitore o acesso aos cochos para evitar que o sal vire “sopa” e verifique a limpeza dos bebedouros.
  • Mato Grosso do Sul: chuva em declínio. Início da transição para tempo firme, sendo a última oportunidade para adubações nitrogenadas de cobertura com solo ainda úmido.
  • Bahia (Geral): chuva irregular. Mantém a umidade necessária para as pastagens sem prejudicar a logística de transporte de animais.

Orientação ao produtor

  1. Estratégia na Bahia: em Rio do Pires, os 100 milímetros previstos para o outono são o seu “seguro” para a seca. Garanta que o gado aproveite esse repique de crescimento do capim para entrar no inverno com reserva de gordura.
  2. Sanidade no Oeste (MT/RO): com 80 milímetros em apenas 5 dias, o excesso de umidade é o inimigo. Fique de olho em casos de frieiras (pododermatites) e bicheiras de umbigo na bezerrada recém-nascida.
  3. Performance no MS: em São Gabriel do Oeste, aproveite as máximas de 30°C. Sem o estresse do calor extremo, o gado come melhor e converte mais. É o momento de caprichar na suplementação para maximizar o acabamento de carcaça.

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