A primeira semana cheia do outono traz um alerta importante: embora a folha do calendário tenha virado, o “refresco” típico da estação vai demorar. Teremos um trimestre de temperaturas acima da média, o que exige atenção estratégica com o conforto térmico do rebanho e o aproveitamento das chuvas tardias para garantir o pasto da seca.
Atenção aos produtores capixabas e do Vale do Jequitinhonha, o próximo final de semana será de alerta. O próximo sábado e domingo (28 e 29/03) serão críticos. Temporais podem despejar entre 40 e 50 milímetros em apenas 24 horas.
O risco é para alagamentos em baixadas e solo muito encharcado. Evite manejos pesados de curral ou embarque de gado nestes dois dias para evitar acidentes e estresse desnecessário. Após o pico, a chuva assume um perfil mais “agrícola” (10 a 15 milímetros), ideal para a infiltração no solo, com máximas agradáveis na casa dos 28°C.
Confira a previsão completa com o meteorologista Arthur Müller:
Com a média térmica elevada para o outono, monitore a ingestão de água. Animais em terminação intensiva (confinamento ou semiconfinamento) precisam de sombra e água limpa em abundância para não perderem conversão alimentar.
Não espere frio duradouro agora. As quedas de temperatura virão em “pulsos” passageiros, com maior probabilidade apenas na segunda quinzena de abril e meados de maio.
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Mapa de acumulados críticos (próximos 5 dias)
A “chuva do cedo” não cortou, garantindo pasto verde por mais tempo no coração do Brasil:
- Tocantins e leste do PA: volumes superiores a 100 milímetros. Invernada pesada no Norte; cuidado redobrado com a lama em currais e a sanidade de cascos (frieiras).
- Sul do RS: temporais nesta segunda (23) e terça-feira (24). Uma frente fria mantém as máximas abaixo de 25°C com chuva constante.
- Sudeste e Centro-Oeste: manutenção das chuvas garantida até maio. Pastagens com vigor até o Dia das Mães, o que é excelente para o balanço forrageiro do ano.
- Pará (Geral): previsão de 150 a 200 milímetros para o trimestre. Mesmo sendo um volume ligeiramente abaixo da média histórica, é suficiente para a manutenção dos cultivos e pastos.
Orientação ao produtor
- Diferimento de pastagens: no Sudeste e Centro-Oeste, a extensão das chuvas é a sua oportunidade. Vede pastos agora para garantir o chamado “feno em pé” de qualidade para o período seco. O capim que cresce agora sob chuva é a reserva de energia para o inverno.
- Proteção de insumos no ES: no Espírito Santo e Norte de MG, proteja o adubo e o sal mineral da chuva forte prevista para este sábado. Cochos descobertos resultarão em desperdício de dinheiro.
- Alívio térmico no RS: a frente fria traz conforto para o gado gaúcho, mas a lama nos currais de recria pode ser um desafio. Mantenha os lotes em áreas com boa drenagem.
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