O Governo de São Paulo publicou a Portaria Defesa Agropecuária nº 06, de 4 de março de 2026, que institui o plano operacional do Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante.
A norma foi divulgada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Defesa Agropecuária. O documento detalha a execução do plano estadual instituído pela Resolução SAA nº 07, de 19 de fevereiro de 2026.
O texto estabelece protocolos técnicos para monitoramento, contenção e eliminação da planta invasora em áreas agrícolas do estado.
Procedimentos de monitoramento
O plano operacional define a atuação da Defesa Agropecuária em todo o território paulista. Entre os procedimentos estão a identificação de suspeitas da praga, a confirmação laboratorial e a delimitação das áreas afetadas.
Também estão previstas medidas de erradicação após a identificação da planta.
A coordenação das ações ficará sob responsabilidade do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal. A execução ocorrerá por meio dos Departamentos Regionais de Defesa Agropecuária.
“O plano é estratégico para proteger a produção de soja, milho e algodão no Estado, evitando perdas que podem chegar a até R$ 13 bilhões com a quebra de produtividade que essa erva daninha pode causar”, afirmou Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária.
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Medidas de contenção
O plano prevê a delimitação de áreas de contenção próximas aos focos identificados. Também estabelece restrições ao trânsito de máquinas, equipamentos e materiais que possam transportar sementes da planta.
Entre as medidas previstas estão a limpeza de máquinas agrícolas, o acompanhamento das áreas sob monitoramento e o registro georreferenciado das ocorrências.
As informações serão utilizadas no controle das áreas afetadas.
“Vamos capacitar as equipes da Defesa Agropecuária em todo o Estado para que a operacionalização do plano comece de forma rápida e padronizada, garantindo resposta ágil e eficiente no combate ao caruru-gigante”, disse Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.
Comunicação obrigatória
A portaria estabelece que a identificação ou suspeita da presença da planta deve ser comunicada à Defesa Agropecuária.
O aviso pode ser feito por produtores rurais, ocupantes das áreas ou profissionais das Ciências Agrárias. Após a notificação, equipes técnicas realizam vistoria e adotam as medidas previstas na normativa.
Praga quarentenária
O caruru-gigante é uma planta invasora com capacidade de competição com culturas agrícolas.
O plano estadual define ações relacionadas às formas de disseminação da espécie, como contaminação de sementes, transporte de máquinas e implementos agrícolas e movimentação de solo ou cargas.
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